ESTIMULAÇÕES
Foto do dia: http://www.portalbei.com.br/inclusao-e-sindrome-de-down-em-debate-na-camara/
CRÔNICA
Desde o
nascimento de Pietro a palavra que mais tenho escutado é ESTIMULAÇÃO (ou
INTERVENÇÃO). Na verdade, estimulação possui um conceito muito amplo, se olhar
no dicionário verá que é o ato de incitar ou impulsionar. E é isso mesmo! Tanto
nos “tratamentos” fisioterápicos, fonoaudiológicos, e de terapia ocupacional o
mecanismo utilizado pelos terapeutas é simplesmente dar o que os pequeninos
estão necessitando no devido momento de seu desenvolvimento, ESTIMULAÇÃO, ou
melhor, ESTIMULAÇÃO PRECOCE!( ler artigos 1, 2 e 3). Mas, o papel principal nesse e em vários outros
momentos é de nós, os PAIS. Nos pais é que ficamos o maior tempo com nossos
filhos, portanto serve a nos entendermos a importância que temos nessas fases
do desenvolvimento e absorvermos ao máximo as importantes dicas dadas por esses
profissionais, para podermos dar continuidade em nossos lares e observarmos a evolução,
etapa por etapa, do desenvolvimento motor e cognitivo de nossos Downs. Parece
simples! Então, porque eu disse anteriormente que o conceito de estimulação é
amplo? Explico, a meu ver o ato de estimular abrange conceitos diversos que vão
desde os estímulos musculares (na verdade neuromusculares), estímulos
articulares, visuais, auditivos, táteis, olfatórios, gustativos, dentre outros.
Ou seja, devemos entender minuciosamente a importância de cada um, caso
contrário, podemos estimular de uma forma inadequada e vamos cair na chamada hiper-estimulação, onde é causada uma irritabilidade através do excesso de
estímulos e prejudicar a evolução do seu desenvolvimento. Portanto, é
importante entendermos o significado de DESENVOLVIMENTO e suas fases. Devemos saber
que nossos Downs “podem” ter um desenvolvimento mais lento (vem daí o termo:
retardo – baixo nível de desenvolvimento) nos chamados marcos (fases) de
desenvolvimento, comparando com crianças sem a síndrome. O que quero dizer, é
que devemos sempre estar estimulando nossos filhos, sem medo e sim com cuidado
e com muita orientação, para conseguirmos atingir nossos objetivos sem
ansiedade (que é natural) e principalmente sem sobrecarregar nossos pequenos.
Lembro-me
que após sair da UTI-neo, comecei a pesquisar sobre as estimulações
(intervenções) precoces nos bebês Downs. Li alguns livros (que é difícil de
encontrar) e vi alguns vídeos (não muito bons) e li alguns materiais e artigos
acadêmicos de colegas sobre as fases do desenvolvimento (ler artigo 6) nas crianças, para
poder me orientar na condução dos exercícios de estimulação. Foi um período de
muita ansiedade, pois Pietro tinha ficado 17 dias na UTI e, portanto com
pouquíssimas estimulações diárias. Eu chegava no horário de almoço e também
após o expediente de trabalho e começava com os exercícios. Eram momentos
complicados, pois na hora do almoço Pietro tinha acabado de mamar e isso na
maioria das vezes impossibilitava nossos estímulos, devido ao sono e
barriguinha cheia. Após o trabalho (cerca de 20:30h)ele estava, certas vezes,
indisposto, pois era hora de seu soninho e isso não podia esperar. Mas, mesmo
assim eu tentava conseguir o máximo de estimulação e só parava quando ele estava
ficando impaciente. Tinha que ter esses cuidados, pois se ele pegasse irritabilidade
aos meus toques, aos movimentos articulares e sonoros, perderia sua atenção
para os outros dias. Chegava em casa, dava uma breve atenção para Anthony e ia
direto para Pietro começar nossas atividades e morrendo de medo dele estar
indisposto naquele momento. Primeiramente chegava de frente para meu filho,
sobre nossa cama, ficar observando-o através de seus movimentos, seu olhar e
começava com os estímulos táteis, onde passava as mãos sobre seu corpinho e
depois transferia para os estímulos sonoros, através de chocalho de vários sons
(baixos, médios e um pouco mais altos) e observando os movimentos de seus
olhinhos e até mesmo de alguns reflexos neurológicos infantis (não se
preocupem, pois o pediatra está atento a esses reflexos) e depois passava para
os movimentos articulares dos bracinhos (dedos, punhos, cotovelos e ombrinhos)
e passava para as perninhas (dedos, tornozelos, joelhos e quadril) e depois
movimentava a cintura escapular (região dos ombros) associados com movimentos
da cintura pélvica (região do quadril) e passava para posição de barriguinha
para baixo (decúbito ventral) e com auxilio de uma toalha enrolada, colocava
debaixo de seu peito e ficava chamando sua atenção para poder elevar levemente
sua cabeçinha. Existem várias formas de estimulações, que com certeza preencheríamos
um livro. Nesses estímulos, minha maior preocupação é referente a sua HIPOTONIA (ler artigos 4 e 5),
que no caso do Pietro era um pouco moderada, mas presente! O que mais me
emocionava era sua vontade, pois tentava elevar sua cabeçinha e olhar para seu
pai que estava do outro lado como um torcedor de time de futebol na hora de seu
jogador bater um pênalti. Era sempre uma alegria quando ele conseguia firmar um
pouquinho sua cabeçinha (o gol) e ficava com seu olharzinho fixado no seu pai.
Era um momento só meu... um momento único!(Leiam o artigo 7 - muito importante!)
TEXTO:
ALESSANDRO CARVALHO
DEDICATÓRIA: Essa crônica é dedicada a todos os pais e
mães que sempre separam aquele tempinho de ouro para “brincar” com seus
filhinhos Downs, onde essas brincadeiras se transformam em ensinamentos e esses
preciosos ensinamentos se traduzem em satisfação para esses importantíssimos
pais heróis e suas crianças iluminadas.
PRÓXIMA CRÔNICA: LÁ E DE VOLTA OUTRA VEZ (Se não houver mudança no tema).
ARTIGOS E VÍDEOS
ARTIGOS VIA INTERNET OU LIVROS:
ARTIGO 1:
DESENVOLVIMENTO E ESTIMULAÇÃO PRECOCE
É por meio desta "experienciação" que a criança vai fazendo uma memória das suas vivências, como se fosse um arquivo sendo formado.
Estimulação precoce
A Estimulação precoce é uma série de exercícios para desenvolver as capacidades da criança, de acordo com a fase do desenvolvimento em que ela se encontra.
Provavelmente, nestes primeiros meses, você ainda está sob o impacto da notícia de que seu bebê tem Síndrome de Down. Como acontece com a maioria dos pais nesta situação, você se sente inseguro(a) sobre o que fazer e a melhor maneira de cuidar de seu bebê. Este site pretende lhe dar ideias do que fazer no dia-a-dia, para ajudar o desenvolvimento da criança, embora as atividades possam ser realizadas desde as primeiras semanas, é importante que antes de iniciá-las você procure superar o choque e a tristeza presentes nesta fase. Não importa o tempo necessário para isso, o que importa PE que quando começar a estimular o bebê, você se sinta tranquilo(a) e seguro(a) na situação. A Síndrome de Down é essencialmente um atraso no desenvolvimento, tanto das funções motoras do corpo, como das funções mentais. Um bebê com Síndrome de Down é molinho, menos ativo, mas isto diminui com o tempo e a criança vai conquistando, embora mais tarde que as outras, as diversas fases do desenvolvimento.
Para que a criança possa atingir uma determinada fase do desenvolvimento, ela precisa ser estimulada. A estimulação procura dar-lhe condições para desenvolver suas capacidades desde o nascimento. Isto se aplica a todas as crianças com ou sem atraso. Não se trata de nada complicado, mas de uma série de ações que toda pessoa faz normalmente com os bebês, além de outras atividades mais específicas que se pode aprender facilmente.
A maior parte dos programas de estimulação precoce é dirigida a crianças de 0 a 3 anos. Geralmente esses programas envolvem atividades de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. É importante não fixar idades para a aquisição de habilidades, pois há grande variação no desenvolvimento das crianças, especialmente em crianças com Síndrome de Down. Você deve observar o que seu filho(a) faz com facilidade e o que é difícil para ele(a); cada criança é única e individual. Assim, a estimulação deve ser feita de acordo com o que ela apresenta e de acordo com suas capacidades. Para realizar o trabalho de estimulação não é necessário que a família altere drasticamente seu dia-a-dia. Os pais devem estar dispostos e com tempo para estimular a criança. É importante que essas atividades sejam agradáveis para ambos. Assim, você estará dando carinho e atenção para seu(a) filho(a) e poderá observá-lo(a), compreendendo melhor suas dificuldades e habilidades.
Cada criança tem seu próprio ritmo, que os pais aos poucos percebem e aprendem a respeitar. Você pode usar sua sensibilidade para escolher o melhor momento do dia para realizar os exercícios, ou seja, quando a criança estiver calma, sem sono, seca e alimentada. O desenvolvimento global da criança depende muito do ambiente em que ela vive. Ele deve ser tranquilo, mas deve fornecer-lhes estímulos variados. Qualquer coisa pode ser um estímulo conveniente para a criança: brinquedos coloridos, música, conversa ou o próprio movimento da casa. Porém, não é interessante fornecer muitos estímulos ao mesmo tempo. Por exemplo, muitos brinquedos, rádio e televisão ligados, e outras crianças brincando. O excesso de estímulos pode confundir a criança, que não conseguirá concentrar-se em um deles e não perceberá alterações que ocorram no ambiente. O bebê receberá mais estímulos se o mudarmos de posição diversas vezes durante o dia, enquanto estiver acordado. Cada nova posição, de bruços ou de lado, fará um que ele perceba partes diferentes de seu corpo e o relacione com o ambiente. A mudança de local onde o bebê fica também ajuda a estimulação, de modo que é bom deixá-lo um pouco em vários lugares da casa. A criança deve ficar, sempre que possível, perto de seus pais e irmãos enquanto estiverem trabalhando, conversando ou brincando. Assim ela vai tomando contato com o que acontece na casa e gradualmente começará a participar.
O Desenvolvimento Global possui as seguintes fases diferentes de estímulo precoce:
Fonte: http://www.asin.org.br/sindrome-de-down/14-desenvolvimento-e-estimulacao-precoce%20--%3E
ESTIMULAÇÃO PRECOCE

1. INTRODUÇÃO
A estimulação precoce se dá na iniciativa de preparar a criança de 0 á 24 meses à desenvolver os sentidos do seu próprio corpo,preparando-la para dominar suas posições, tonificando-lhe a musculatura, norteando-a para o caminho de conhecer e fazer desabrochar acompanhando cada etapa da sua vida.
Com gestos do quotidiano, como carregá-la, dar banho, comida, vestir-se, seja uma maneira de aproveitar essas situações de uma forma lúdica o desenvolvimento psicomotor, e aproveitando para descobrir seu próprio corpo.
2. ESTIMULAÇÃO PRECOCE
Consiste no acompanhamento da criança e de seus pais, seguindo regularmente o desenvolvimento psico-afetivo-social deste bebê e sua família, acreditando que este oferecerá suporte para um melhor desenvolvimento da criança. Busca-se com isto abrir um novo campo de comunicação entre os pais e seu filho, campo este interrompido pelas dificuldades impostas pelo próprio diagnóstico. Os pais através deste trabalho irão descobrir que sabem mais do que supunham sobre seu filho.
A estimulação precoce deverá ser iniciada a partir do momento em que a criança for diagnosticada como bebê de risco ou portador de atraso no desenvolvimento, onde serão estimuladas as percepções sensoriais, os movimentos normais, o rolo, o sentar, o engatinhar, a deambulação, a coordenação visual e motora, a socialização e a cognição. Como também pode ser trabalhados em crianças sem atraso no seu desenvolvimento motor.
Essa educação motora contribui não só apenas para prevenir deformações, corrigir a má postura e consolidar as aquisições motoras, mas é também um extraordinário fator de equilíbrio da criança, onde ela torna-se calma, e dá o que a criança mais busca num meio desconhecido: segurança.
As atividades motoras concorrem para o desenvolvimento do cérebro e são indispensáveis á organização do sistema nervoso, a ausência de estímulos acarreta a perda definitiva de funções inatas, o trabalho de desenvolvimento se dá num clima de descontração, brincadeiras e de segurança, aproveitando todas as ocasiões para dar-lhe os meios de progredir e adquirir autonomia.
Com muito carinho e espontaneidade prepara-se a criança a conhecer e dominar seu próprio corpo, como ensiná-la a posição de sentada, tonificando-lhe a musculatura, para posteriormente a conquista da posição de pé, fazendo com que ela perceba o papel e o apoio dos pés, para andar facilitando-lhe a busca de equilíbrio. Essa adaptação a seu ritmo e personalidade favorecem o seu desabrochar, de deixá-la á vontade no próprio corpo, de “acompanhar” num certo sentido o seu desenvolvimento.
Essa modificação tão mínima e fundamental na educação da criança vai fazer com que ela se torne uma criança sem traumas, centrada, e vai enriquecer cada vez mais a relação mãe-filho. São pequenas tarefas do dia-a-dia que fazem diferença, como trocá-la, dar-lhe banho, comida, brincadeirinhas... E é nessas situações que se deve aproveitar para estimular e suscitar a atividade espontânea da criança, explicando-lhe, apelando sua participação, procurando não perturbar sua atividade espontânea, dando-lhe tempo para mudar de posição, prolongando os movimentos que ela esboça, deixando-a explorar e descobrir o seu mais novo e bonito brinquedo: o próprio corpo.
São baseados nesses fatos que são divididos quatro períodos de desenvolvimento, cujas idades cronológicas são indicações aproximadas. A cada tipo de criança corresponde um perfil de evolução e variedades de movimentos.
3. PRIMEIRA FASE: 0 – 3 MESES.
Durante esse período, a vida do recém-nascido é ritmada pelo sono e pela alimentação, ritmo que deve ser respeitado.
Desde esta idade a personalidade da cada um se revela. Alguns são muitos vivos ( hipertônicos ), outros de reação lenta ( hipotônicos ), mas todos têm necessidade de carícias, de palavras ternas, de estímulos, de movimento.
Nessa idade o corpo do bebê é mais rígido, com braços e pernas dobrados, punhos cerrados, depois dos movimentos de descontração global e analítica, os membros e o corpo conseguirão relaxar-se. A mão do pai é extremamente tranqüilizante, a criança dorme melhor e chora menos. Segue alguns exemplos de exercícios para membros superiores e inferiores.
Sugestões de exercícios:
· Virar e revirar a criança toda vez que for trocá-la. (induz movimento global)
· Um móbile brilhante acima da cama, um chocalho sonoro
· ( brinquedos ajudam a estimular)
· E evitar movimentos bruscos os gestos devem ser suaves, sustentar-lhe a cabeça, servir-se do movimento esboçado pela criança para continuá-lo na mesma direção.
· Colocar a criança nua de costas, sobre uma bola não muito cheia, com finalidade de Distensão corporal, aguça o tato, e evita o sentimento de insegurança.
· Deitar a criança de costas no chão, para obter a abertura da mão através da descontração do ombro, e tomar consciência do corpo, obter a extensão completa dos braços.
· Ainda deitada de costas no chão ou mesa, pode-se fazer o alongamento das pernas, tornando-o mais flexíveis e mais longos os músculos das pernas.
· O jogo do rolo ajuda a criança a sustentar a bacia ligeiramente, como também libertam seus braços.
A estimulação precoce se dá na iniciativa de preparar a criança de 0 á 24 meses à desenvolver os sentidos do seu próprio corpo,preparando-la para dominar suas posições, tonificando-lhe a musculatura, norteando-a para o caminho de conhecer e fazer desabrochar acompanhando cada etapa da sua vida.
Com gestos do quotidiano, como carregá-la, dar banho, comida, vestir-se, seja uma maneira de aproveitar essas situações de uma forma lúdica o desenvolvimento psicomotor, e aproveitando para descobrir seu próprio corpo.
2. ESTIMULAÇÃO PRECOCE
Consiste no acompanhamento da criança e de seus pais, seguindo regularmente o desenvolvimento psico-afetivo-social deste bebê e sua família, acreditando que este oferecerá suporte para um melhor desenvolvimento da criança. Busca-se com isto abrir um novo campo de comunicação entre os pais e seu filho, campo este interrompido pelas dificuldades impostas pelo próprio diagnóstico. Os pais através deste trabalho irão descobrir que sabem mais do que supunham sobre seu filho.
A estimulação precoce deverá ser iniciada a partir do momento em que a criança for diagnosticada como bebê de risco ou portador de atraso no desenvolvimento, onde serão estimuladas as percepções sensoriais, os movimentos normais, o rolo, o sentar, o engatinhar, a deambulação, a coordenação visual e motora, a socialização e a cognição. Como também pode ser trabalhados em crianças sem atraso no seu desenvolvimento motor.
Essa educação motora contribui não só apenas para prevenir deformações, corrigir a má postura e consolidar as aquisições motoras, mas é também um extraordinário fator de equilíbrio da criança, onde ela torna-se calma, e dá o que a criança mais busca num meio desconhecido: segurança.
As atividades motoras concorrem para o desenvolvimento do cérebro e são indispensáveis á organização do sistema nervoso, a ausência de estímulos acarreta a perda definitiva de funções inatas, o trabalho de desenvolvimento se dá num clima de descontração, brincadeiras e de segurança, aproveitando todas as ocasiões para dar-lhe os meios de progredir e adquirir autonomia.
Com muito carinho e espontaneidade prepara-se a criança a conhecer e dominar seu próprio corpo, como ensiná-la a posição de sentada, tonificando-lhe a musculatura, para posteriormente a conquista da posição de pé, fazendo com que ela perceba o papel e o apoio dos pés, para andar facilitando-lhe a busca de equilíbrio. Essa adaptação a seu ritmo e personalidade favorecem o seu desabrochar, de deixá-la á vontade no próprio corpo, de “acompanhar” num certo sentido o seu desenvolvimento.
Essa modificação tão mínima e fundamental na educação da criança vai fazer com que ela se torne uma criança sem traumas, centrada, e vai enriquecer cada vez mais a relação mãe-filho. São pequenas tarefas do dia-a-dia que fazem diferença, como trocá-la, dar-lhe banho, comida, brincadeirinhas... E é nessas situações que se deve aproveitar para estimular e suscitar a atividade espontânea da criança, explicando-lhe, apelando sua participação, procurando não perturbar sua atividade espontânea, dando-lhe tempo para mudar de posição, prolongando os movimentos que ela esboça, deixando-a explorar e descobrir o seu mais novo e bonito brinquedo: o próprio corpo.
São baseados nesses fatos que são divididos quatro períodos de desenvolvimento, cujas idades cronológicas são indicações aproximadas. A cada tipo de criança corresponde um perfil de evolução e variedades de movimentos.
3. PRIMEIRA FASE: 0 – 3 MESES.
Durante esse período, a vida do recém-nascido é ritmada pelo sono e pela alimentação, ritmo que deve ser respeitado.
Desde esta idade a personalidade da cada um se revela. Alguns são muitos vivos ( hipertônicos ), outros de reação lenta ( hipotônicos ), mas todos têm necessidade de carícias, de palavras ternas, de estímulos, de movimento.
Nessa idade o corpo do bebê é mais rígido, com braços e pernas dobrados, punhos cerrados, depois dos movimentos de descontração global e analítica, os membros e o corpo conseguirão relaxar-se. A mão do pai é extremamente tranqüilizante, a criança dorme melhor e chora menos. Segue alguns exemplos de exercícios para membros superiores e inferiores.
Sugestões de exercícios:
· Virar e revirar a criança toda vez que for trocá-la. (induz movimento global)
· Um móbile brilhante acima da cama, um chocalho sonoro
· ( brinquedos ajudam a estimular)
· E evitar movimentos bruscos os gestos devem ser suaves, sustentar-lhe a cabeça, servir-se do movimento esboçado pela criança para continuá-lo na mesma direção.
· Colocar a criança nua de costas, sobre uma bola não muito cheia, com finalidade de Distensão corporal, aguça o tato, e evita o sentimento de insegurança.
· Deitar a criança de costas no chão, para obter a abertura da mão através da descontração do ombro, e tomar consciência do corpo, obter a extensão completa dos braços.
· Ainda deitada de costas no chão ou mesa, pode-se fazer o alongamento das pernas, tornando-o mais flexíveis e mais longos os músculos das pernas.
· O jogo do rolo ajuda a criança a sustentar a bacia ligeiramente, como também libertam seus braços.
4. SEGUNDA FASE: 3 – 6 MESES.
As reações ao mundo exterior são ativas: o bebê vira a cabeça quando ouve barulho, usa os reflexos de equilíbrio, orienta-se no espaço, brinca com o corpo e depois olha a mão, em breve chegará á coordenação entre olhar e preensão.
A contração do corpo diminui, sendo substituída por uma maior tonicidade da nuca e do tronco. A passagem de uma fase para outra deve ser feita progressivamente e pode ser prosseguida além dos três meses se a criança continuar hipertônica. Nessa fase é importante tonificar os músculos para preparar para posição de sentar e devem continuar os movimentos globais.
Sugestões de exercícios:
· Usar uma grande bola de praia facilita a busca de equilíbrio.
· Na hora do banho, deixar a criança á vontade, lavar cada parte do corpo dizendo como se chama utilizando gestos.
· O espaço deve permitir a atividade motora da criança.
· Segurar a criança pelos joelhos com uma mão e pelo peito com a outra, para reforçar os músculos da nuca e costas para a preparação do engatinhar e desenvolver sua amplitude respiratória.
· A utilização do rolo também prepara para engatinhar, estimulando músculos dos braços e das costas.
· Deitar a criança de costas com as pernas esticadas, com a finalidade de reforçar a musculatura abdominal.
5. TERCEIRA FASE: 6 – 12 MESES.
A criança pode servir-se dos brinquedos, pegá-los, a preensão está adquirida e ela participa desses movimentos ativamente. Reconhece o meio onde se encontra e sabe distinguir as pessoas a seu redor, toma consciência de si e dos outros. É o período em que é preciso responder a essa angústia transmitindo segurança á criança no seu próprio corpo.
Sugestões de exercícios:
· Brincar com bolas de cores e tamanhos diferentes.
· Brincadeiras com cubos;
· Baldinhos para encher de areia no jardim;
· Copinhos para encher de arroz em casa;
· Brinquedos de empurrar e puxar;
· Fantoches;
· Livros com figuras;
O espaço deve corresponder á curiosidade e ás possibilidades da criança.
As reações ao mundo exterior são ativas: o bebê vira a cabeça quando ouve barulho, usa os reflexos de equilíbrio, orienta-se no espaço, brinca com o corpo e depois olha a mão, em breve chegará á coordenação entre olhar e preensão.
A contração do corpo diminui, sendo substituída por uma maior tonicidade da nuca e do tronco. A passagem de uma fase para outra deve ser feita progressivamente e pode ser prosseguida além dos três meses se a criança continuar hipertônica. Nessa fase é importante tonificar os músculos para preparar para posição de sentar e devem continuar os movimentos globais.
Sugestões de exercícios:
· Usar uma grande bola de praia facilita a busca de equilíbrio.
· Na hora do banho, deixar a criança á vontade, lavar cada parte do corpo dizendo como se chama utilizando gestos.
· O espaço deve permitir a atividade motora da criança.
· Segurar a criança pelos joelhos com uma mão e pelo peito com a outra, para reforçar os músculos da nuca e costas para a preparação do engatinhar e desenvolver sua amplitude respiratória.
· A utilização do rolo também prepara para engatinhar, estimulando músculos dos braços e das costas.
· Deitar a criança de costas com as pernas esticadas, com a finalidade de reforçar a musculatura abdominal.
5. TERCEIRA FASE: 6 – 12 MESES.
A criança pode servir-se dos brinquedos, pegá-los, a preensão está adquirida e ela participa desses movimentos ativamente. Reconhece o meio onde se encontra e sabe distinguir as pessoas a seu redor, toma consciência de si e dos outros. É o período em que é preciso responder a essa angústia transmitindo segurança á criança no seu próprio corpo.
Sugestões de exercícios:
· Brincar com bolas de cores e tamanhos diferentes.
· Brincadeiras com cubos;
· Baldinhos para encher de areia no jardim;
· Copinhos para encher de arroz em casa;
· Brinquedos de empurrar e puxar;
· Fantoches;
· Livros com figuras;
O espaço deve corresponder á curiosidade e ás possibilidades da criança.
6. QUARTA FASE: 9 – 15 MESES (e além)
Esta é a idade em que a criança experimenta de fato o prazer que lhe proporciona a atividade motora. Ela tem vontade de alcançar tudo, e agarrar tudo. Mas para ela continuar progredindo precisa da presença carinhosa, estimulante e tranqüilizadora do pai e da mãe, é a idade do prazer compartilhado.
Sugestões de exercícios:
· Os movimentos globais serão jogos que precisam da adesão total da criança.
· Objetos como bastões, arco, o carrinho, permitem a criança libertar-se da mão do adulto.
· Subir no escorregador, escadas, descer degraus, cair, levantar-se.
· Colocar a criança de quatro, facilita a independência do tronco com relação as penas.
· Primeiro passo: deixá-la sentir essa sensação de ficar em pé pela primeira vez,saber esperar o momento certo em que a criança entende, descobre e adquire.
Le Boulch (1982) salienta que os movimentos espontâneos, mesmo não sendo pensados, dependem das experiências vividas anteriormente, não se trata de uma memória intelectual, mas sim de uma verdadeira memória corporal, toda ela carregada de afeto e orientada por ele. O corpo não está simplesmente dotado de eficácia, ele está presente no mundo como uma unidade fundamentalmente original, como “corpo próprio”.
7. CONCLUSÃO:
Os pais, os profissionais, exercem uma influência ímpar no desenvolvimento da criança.
A estimulação basicamente feita com brincadeiras faz com que a criança conheça a si e ao espaço que vive, reconhecendo objetos, meio e pessoas, contribuindo com algo essencial para seu desenvolvimento físico, afetivo e intelectual.
Certamente feito todo esse processo, juntamente com afeto, paciência e respeitando os limites da criança, a mesma crescerá tornando-se uma pessoa equilibrada, calam, antecipando suas reações, sorrisos, e retribuindo com gestos a cada dia, levando esse conhecimento pro resto da vida.
MACEIÓ, JUNHO de 2008.
SOCIEDADE DE ENSINO SUPERIOR DE ALAGOAS – SESAL
FACULDADE DE ALAGOAS – FAL
CURSO DE FISIOTERAPIA
AMANDHA BOMFIM
RAYNNA TORRES
STELLA DE OLIVEIRA
THIAGO NOBRE
MACEIÓ, JUNHO de 2008.
Fonte: http://paulinha-educacaoinfantil.blogspot.com.br/2008/08/estimulao-precoce.html
ARTIGO 3:
TRATAMENTOS - ESTIMULAÇÃO PRECOCE
Definição: Estimulação Precoce
Nesta sala oferecemos
intervenções terapêuticas interdisciplinar, de forma lúdica para
crianças com idade de zero á sete anos para promover experiências
sensórias motora, sociais que visam o Desenvolvimento Neuropsicomotor
(DNPM) da criança com necessidade especial.
A criança necessita de envolvimento na atividade proposta com auxílio de brinquedos para uma resposta motora mais ativa, pois através da brincadeira à criança será estimulada durante as terapias (brincar é a forma infantil de aprender), tornando o atendimento mais eficaz. O estímulo precoce tem como objetivo desenvolver e potencializar, através de jogos, exercícios, técnicas, atividades e de outros recursos, as funções do cérebro do bebê e da criança, beneficiando seu lado intelectual, físico e sua afetividade, ou seja, é a realização de uma série de atividades que irão estimular o desenvolvimento físico, mental e social, em crianças de 0 a 7 anos.
Hoje sabemos que o feto já tem desenvolvido sua memória e os sentidos da visão, tato e audição. Que o recém nascido tem os traços temporais e que diferenciam e mostram preferência por certos estímulos visuais e auditivos. Que nos primeiros cincos (5) anos de vida são formados em torno de 90% das conexões sinápticas.
Estudos evidenciam que as células em desenvolvimento apresentam maior capacidade de adaptação quando comparada as células maduras (adultas); portanto a estimulação destas células de forma precoce facilitaria readaptações e maiores interações entre as células do sistema neuromuscular promovendo a especificidade do controle motor.
Esta readaptação que chamamos de plasticidade neural permite que crianças se recuperem de alguns distúrbios não desenvolvendo seqüelas oriundas a patologia como imobilismo que provoca deformidades, atrofias e paresias (perda de força muscular).
Programas de estimulação precoce geram efeitos favoráveis a curto e longo prazo, sendo claramente evidentes seus benefícios durante a vida adulta do indivíduo, favorecendo o desenvolvimento integral da criança que apresentar um atraso neuropsicomotor, desnutrição, prematuridade, desvios de comportamento e outras patologias neuromotoras.
A estimulação precoce requer o planejamento prévio de um programa de atividades, que responda a conceitos claros e objetivos definidos. Sua metodologia buscará permitir às crianças viver e participar na criação de experiências significativas construídas, adequadas para o desenvolvimento evolutivo e apropriadas para a maturidade do cérebro e do sistema neural.
A criança necessita de envolvimento na atividade proposta com auxílio de brinquedos para uma resposta motora mais ativa, pois através da brincadeira à criança será estimulada durante as terapias (brincar é a forma infantil de aprender), tornando o atendimento mais eficaz. O estímulo precoce tem como objetivo desenvolver e potencializar, através de jogos, exercícios, técnicas, atividades e de outros recursos, as funções do cérebro do bebê e da criança, beneficiando seu lado intelectual, físico e sua afetividade, ou seja, é a realização de uma série de atividades que irão estimular o desenvolvimento físico, mental e social, em crianças de 0 a 7 anos.
Hoje sabemos que o feto já tem desenvolvido sua memória e os sentidos da visão, tato e audição. Que o recém nascido tem os traços temporais e que diferenciam e mostram preferência por certos estímulos visuais e auditivos. Que nos primeiros cincos (5) anos de vida são formados em torno de 90% das conexões sinápticas.
Estudos evidenciam que as células em desenvolvimento apresentam maior capacidade de adaptação quando comparada as células maduras (adultas); portanto a estimulação destas células de forma precoce facilitaria readaptações e maiores interações entre as células do sistema neuromuscular promovendo a especificidade do controle motor.
Esta readaptação que chamamos de plasticidade neural permite que crianças se recuperem de alguns distúrbios não desenvolvendo seqüelas oriundas a patologia como imobilismo que provoca deformidades, atrofias e paresias (perda de força muscular).
Programas de estimulação precoce geram efeitos favoráveis a curto e longo prazo, sendo claramente evidentes seus benefícios durante a vida adulta do indivíduo, favorecendo o desenvolvimento integral da criança que apresentar um atraso neuropsicomotor, desnutrição, prematuridade, desvios de comportamento e outras patologias neuromotoras.
A estimulação precoce requer o planejamento prévio de um programa de atividades, que responda a conceitos claros e objetivos definidos. Sua metodologia buscará permitir às crianças viver e participar na criação de experiências significativas construídas, adequadas para o desenvolvimento evolutivo e apropriadas para a maturidade do cérebro e do sistema neural.
Objetivo da estimulação sensório motor precoce
- Estimular o desenvolvimento sensório motor da criança;
- Estimular o desenvolvimento motor da criança de acordo com sua idade;
- Prevenir a instalação de deformidades na coluna vertebral e membros;
- Prevenir a perda de massa óssea, massa muscular e atrofias;
- Estimular o desenvolvimento da fala e linguagem da criança;
- Estimular o desenvolvimento da musculatura responsável pela deglutição e mastigação;
- Desenvolver pratica de hábitos de vida diária como higiene pessoal, alimentação, vestuário e locomoção.
O trabalho da estimulação
precoce é feito sob a orientação dos profissionais nas áreas específicas
de Fisioterapia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Psicologia, e o
profissional da área de Assistência Social com o objetivo de auxiliar e
adequar se necessário à inclusão da criança no âmbito familiar, visando
uma melhor compreensão de seus papéis como família e cuidador (a), para o
indivíduo portador de necessidades especiais.
Estimulação Precoce APAE PG
Seguindo as diretrizes do MEC
(Ministério da Educação e Cultura) e da CORDE (Coordenadoria para a
Integração da Pessoa Portadora de Deficiência), a APAE PG estabelece as
seguintes princípios básicos para o nosso Programa de Estimulação
Precoce:
- Público alvo: bebês e crianças na faixa etária de 0 à 7 anos de idade, portadores de comprometimentos motores, intelectuais e ou sensoriais.
- Critério de Elegibilidade:
- Delimitação de acordo com a idade cronológica (0 á 7 anos de idade);
- Tipo de Deficiência: Comprometimento neurológico associado ou não a uma deficiência intelectual. - Objetivo Geral: Propiciar o desenvolvimento global através de procedimentos (fisioterapêuticos, fonoterápicos, terapia ocupacional e psicológico), que proporcione experiências motoras, cognitivas, de linguagem, sócio emocionais e que promovam autonomia a criança.
- Objetivo Específicos: Possibilitar a criança formas de explorar o meio ambiente, trabalhar com enfoque global, sendo os atendimentos realizados em grupos de 2 a 3 crianças, 3 terapeutas (Fisioterapeuta, Terapeuta Ocupacional e Fonoaudióloga) com a participação quando necessário da família. Sendo que a família terá todo respaldo da Psicóloga e da Assistente Social.
- Procedimentos de Avaliação: avaliação diagnóstica nos aspectos motores, cognitivos,linguagem e sensório perceptivos.
- Proposta de Intervenção: área motora, socialização, cuidados próprios, cognitiva, linguagem receptiva e linguagem expressiva.
- Composição da Equipe: Fisioterapeuta, Terapeuta Ocupacional, Fonoaudióloga, Psicóloga e Assistente Social.
- Planejamento: a programação, assim como a avaliação deverá ser individual, e os objetivos devem ser estabelecidos levando em consideração a etapa do desenvolvimento neuropsicomotor em que cada criança se encontra.
- Participação da Família: Ressaltamos a importância do envolvimento da família no trabalho de estimulação precoce, participando do grupo de pais, se comprometendo a cumprir as orientações passadas pelos profissionais, assim como a sua participação nas sessões quando solicitado.
- Tempo de Duração: O tempo de duração de cada atendimento é de 30 minutos.
Através deste trabalho
promoveremos a defesa de direitos das pessoas com deficiências
múltiplas, oferecendo apoio e auxilio as famílias, serviços de
habilitação, reabilitação, prevenção e inclusão social, e, portanto
colaborando na transformação social do município de Praia Grande.
Fonte:http://www.apaepg.com.br/tratamentos-ep.htm
ARTIGO 4:
A CRIANÇA HIPOTÔNICA
O
tônus em uma criança normal consiste em discreta tensão permanente do
músculo, de tal maneira que os membros opõem ligeira resistência ao
deslocamento, quando manuseados ou movimentados passivamente; em outras
palavras, ele define o grau de resistência que se opõe à movimentação
passiva.
Sob
o ponto de vista clínico a hipotonia tem sido interpretada como sinal
de diminuição da atividade nos circuitos reflexos, sendo esta decorrente
de lesão do SNC.
Alguns lactentes apresentam acentuada hipotonia muscular ou flacidez,
muitas vezes de caráter transitório, embora possa persistir sob a forma
de fraqueza muscular e de “moleza” generalizada.
Podem inicialmente surgir dificuldades quanto ao diagnóstico
diferencial entre a flacidez devida a uma lesão do SNC e a flacidez que
acompanha outras afecções. A hipotonia é encontrada também nos
prematuros e síndrome de Down.
No caso típico, a hipotonia manifesta-se por flacidez extrema quando se
procura levantar o bebê, bem como pela sua incapacidade de produzir a
força muscular necessária para movimentar os segmentos do corpo,
sobretudo em oposição a gravidade.
O lactente assume muitas vezes uma posição típica mantendo os membros em
abdução, flexão e rotação externa. A cabeça costuma cair para trás
quando se procura levantar a criança para posição sentada. Em decúbito
ventral pode faltar o desvio lateral da cabeça, destinado a proteger a
criança do perigo de se asfixiar.
Quando segurado em posição sentada ou em pé, mostra-se freqüentemente
incapaz de manter a cabeça e o tronco eretos; os membros inferiores
podem fletir-se e entrar em colapso, quando a criança é segurada na
posição em pé.
Os movimentos de espernear costumam estar ausentes ou ser muitos
fracos. As dificuldades para beber e para alimentar-se podem ser devidas
à incapacidade de produzir força muscular necessária para sucção e a
deglutição eficazes.
Crianças com hipotonia congênita benigna exibem o distúrbio aos 9-12
meses com atraso dos marcos motores. São incapazes de sentar,
engatinhar, ou rastejar, mas possuem boas habilidades verbais, sociais e
manipulativas e uma aparecia inteligente. A força parece ser normal, e
elas movimentam os braços e as pernas agilmente.
Contudo, elas apresentam retardo da cabeça, escorregam em suspensão
ventral e redução do tônus passivo. A maioria das crianças se recupera e
parece normal por volta dos 3 anos de idade.
Com freqüência, outros familiares exibiram um padrão de desenvolvimento
semelhante.
Quando suspeitar:
· Altura bizarra ou não habitual;
· Diminuição da resistência a movimentação passiva das articulações;
· Aumento de amplitude dos movimentos;
· Redução da movimentação ativa;
· Observar a postura e a movimentação do lactente em decúbito dorsal,
puxando-o pelos braços para fazê-lo sentar-se, verificar o controle da
cabeça em suspensão ventral.
escrito por:Patrícia Monteiro Guerra
fonte:http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.phtml?cod=2371&cat=Teses_Monologos
Fonte: http://www.portaldafisioterapia.com.br/?pg=fisioterapia_neuropediatrica&id=698
ARTIGO 5:
NÃO EXISTE CRIANÇA PREGUIÇOSA - COMO A HIPOTONIA MUSCULAR AFETA O DESENVOLVIMENTO

Na clínica, comumente os pais dizem:
“Meu filho não rola.”
“Meu filho de dois anos e meio não sabe pular.”
“Meu filho de três anos não gosta de brincar no playground.”
“Meus filhos são gêmeos. A menina está engatinhando, ficando em pé e começando a andar, mas o menino ainda está rastejando de bruços. Ele adora ficar em pé, mas não se move sozinho.”
Todas essas coisas podem estar relacionadas à hipotonia muscular.
Os pais cujos filhos exibem qualquer um desses comportamentos (ou parecidos) costumam dizer que eles são preguiçosos. As crianças podem parecer preguiçosas porque não se mexem muito ou não querem ficar em certas posições. Isso não é teimosia ou apatia – certas posições ou padrões de movimento podem ser demais para elas, especialmente se tiverem hipotonia muscular.
O tônus muscular é a quantidade de resistência ao movimento passivo. Sem ele, não conseguiríamos nos mover de um jeito normal ou até de jeito nenhum. Pergunte a qualquer pai cujo o filho tenha um tônus muscular muito alto ou baixo, e ele dirá o quanto os movimentos, a postura, o equilíbrio e o controle dependem do tônus muscular – e o quanto damos essas capacidades como certas.
Tônus muscular é diferente de força. O tônus é o estado do músculo em repouso e é controlado pelo cérebro, que automaticamente o regula quando recebe informações dos músculos e do ambiente. A força depende do número de fibras musculares solicitadas ao trabalho e é controlada voluntariamente. Aumentar a força muscular não altera o tônus muscular, mas pode alterar os efeitos da hipotonia muscular. Por exemplo, uma criança com hipotonia muscular pode aumentar a estabilidade das articulações fortalecendo os músculos ao redor delas. O tônus muscular muito baixo é conhecido como hipotonia.
Sinais de Alerta da Hipotonia Muscular
Um bebê ou uma criança com tônus baixo pode apresentar algumas das características a seguir:
• Aumento do movimento das articulações.
• Conquista de etapas motoras do desenvolvimento muito depois das outras crianças.
• Ausência de certas habilidades motoras, como rolar ou engatinhar.
• Escápulas aladas prolongadas (depois dos quinze ou dezoito meses).
• Menor ativação extensora do quadril (pode engatinhar com os joelhos embaixo do quadril em vez de estender totalmente a perna).
• Músculos abdominais fracos.
• Preferência por se arrastar de bumbum em vez de engatinhar sobre quatro apoios.
•Dificuldade de equilíbrio.
• Sentar-se em W.
•Dificuldade em subir escadas sem o uso do corrimão.
• Pegada fraca.
• Pouca habilidade para colorir ou escrever.
• Dificuldade em usas canudinho.
• Uso de uma base maior de apoio (as pernas permanecem afastadas para dar equilíbrio e apoio).
• Pouca estabilidade postural.
• Baixa resistência (algumas crianças têm dificuldade em andar um quarteirão, aos quatro anos).
• Inabilidade ao andar (cai ou tropeça com freqüência).
• Dificuldade em manter os lábios fechados.
Ao diagnosticar a hipotonia muscular, seria útil se o pediatra rapidamente avaliasse as habilidades da criança, e se forem inexitentes ou severamente atrasadas, será recomendável a avaliação de um terapeuta ocupacional.
E LEMBRE-SE SEMPRE ...
• O bom controle da postura afeta todas as nossas atividades – por toda a nossa vida.
• Uma criança segura é uma criança feliz.
“Meu filho não rola.”
“Meu filho de dois anos e meio não sabe pular.”
“Meu filho de três anos não gosta de brincar no playground.”
“Meus filhos são gêmeos. A menina está engatinhando, ficando em pé e começando a andar, mas o menino ainda está rastejando de bruços. Ele adora ficar em pé, mas não se move sozinho.”
Todas essas coisas podem estar relacionadas à hipotonia muscular.
Os pais cujos filhos exibem qualquer um desses comportamentos (ou parecidos) costumam dizer que eles são preguiçosos. As crianças podem parecer preguiçosas porque não se mexem muito ou não querem ficar em certas posições. Isso não é teimosia ou apatia – certas posições ou padrões de movimento podem ser demais para elas, especialmente se tiverem hipotonia muscular.
O tônus muscular é a quantidade de resistência ao movimento passivo. Sem ele, não conseguiríamos nos mover de um jeito normal ou até de jeito nenhum. Pergunte a qualquer pai cujo o filho tenha um tônus muscular muito alto ou baixo, e ele dirá o quanto os movimentos, a postura, o equilíbrio e o controle dependem do tônus muscular – e o quanto damos essas capacidades como certas.
Tônus muscular é diferente de força. O tônus é o estado do músculo em repouso e é controlado pelo cérebro, que automaticamente o regula quando recebe informações dos músculos e do ambiente. A força depende do número de fibras musculares solicitadas ao trabalho e é controlada voluntariamente. Aumentar a força muscular não altera o tônus muscular, mas pode alterar os efeitos da hipotonia muscular. Por exemplo, uma criança com hipotonia muscular pode aumentar a estabilidade das articulações fortalecendo os músculos ao redor delas. O tônus muscular muito baixo é conhecido como hipotonia.
Sinais de Alerta da Hipotonia Muscular
Um bebê ou uma criança com tônus baixo pode apresentar algumas das características a seguir:
• Aumento do movimento das articulações.
• Conquista de etapas motoras do desenvolvimento muito depois das outras crianças.
• Ausência de certas habilidades motoras, como rolar ou engatinhar.
• Escápulas aladas prolongadas (depois dos quinze ou dezoito meses).
• Menor ativação extensora do quadril (pode engatinhar com os joelhos embaixo do quadril em vez de estender totalmente a perna).
• Músculos abdominais fracos.
• Preferência por se arrastar de bumbum em vez de engatinhar sobre quatro apoios.
•Dificuldade de equilíbrio.
• Sentar-se em W.
•Dificuldade em subir escadas sem o uso do corrimão.
• Pegada fraca.
• Pouca habilidade para colorir ou escrever.
• Dificuldade em usas canudinho.
• Uso de uma base maior de apoio (as pernas permanecem afastadas para dar equilíbrio e apoio).
• Pouca estabilidade postural.
• Baixa resistência (algumas crianças têm dificuldade em andar um quarteirão, aos quatro anos).
• Inabilidade ao andar (cai ou tropeça com freqüência).
• Dificuldade em manter os lábios fechados.
Ao diagnosticar a hipotonia muscular, seria útil se o pediatra rapidamente avaliasse as habilidades da criança, e se forem inexitentes ou severamente atrasadas, será recomendável a avaliação de um terapeuta ocupacional.
E LEMBRE-SE SEMPRE ...
• O bom controle da postura afeta todas as nossas atividades – por toda a nossa vida.
• Uma criança segura é uma criança feliz.
(FONTE: Coordenação Motora - Tara Liddle com Laura Yorke)
Fonte: http://topediatrica.blogspot.com.br/2009/06/nao-existe-crianca-preguicosa-como.html
ARTIGO 6:
DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Mostramos abaixo uma tabela resumo das principais características do desenvolvimento da criança nos seus primeiros anos de vida.
As características mostradas são as mais comuns para cada faixa etária. É normal que a criança apresente um ou outro aspecto adiantado ou atrasado em relação à tabela de desenvolvimento, e isto vai depender essencialmente dos estímulos que a criança recebe no seu dia a dia, por isto, é imprescindível que os pais saibam como estimular seus filhos e também que o desenvolvimento da criança seja acompanhado pelo pediatra e/ou fisioterapeuta.
As características mostradas são as mais comuns para cada faixa etária. É normal que a criança apresente um ou outro aspecto adiantado ou atrasado em relação à tabela de desenvolvimento, e isto vai depender essencialmente dos estímulos que a criança recebe no seu dia a dia, por isto, é imprescindível que os pais saibam como estimular seus filhos e também que o desenvolvimento da criança seja acompanhado pelo pediatra e/ou fisioterapeuta.
Faixa Etária
|
Ações que realiza
|
Comportamento
|
Como se comunica
|
0 a 3 meses
|
No primeiro mês, reage perante barulhos muito altos e pode se assustar com barulho inesperado. Passa boa parte do tempo dormindo. Seu sistema visual é limitado, portanto só enxerga algum objeto ou alguém se estiver bem próximo a ele. No 2º ao 3º mês, o bebê já começa a acompanhar objetos e pessoas com os olhos e reconhece os pais. Abre e fecha as mãos, leva-as à boca e suga os dedos. Segura objetos com firmeza por certo tempo e consegue pegar objetos suspensos. |
Desenvolve um tipo diferente de choro para cada problema que se apresenta, como por exemplo, o constante e agudo. Com brincadeiras e músicas o bebê fica agitado, realizando movimentos de pernas, braços, sorri e dá gritinhos. |
Quando ouve a voz dos pais, o bebê vira a cabeça. Comunica-se através do choro e ruídos. Imita alguns sons de vogal. Nesta fase, é importante organizar a rotina do bebê, tornando os horários das atividades fixos, como por exemplo, trocar a fralda depois da mamada ou dar banho todos os dias na mesma hora. É importante que a rotina seja de forma razoavelmente metódica. |
Ações que realiza
|
Como Reage
|
Como se comunica
|
|
4 a 7 meses
|
Fica na postura de bruços e se apóia nos antebraços quando quer ver o que está acontecendo ao seu redor. Rola de um lado para o outro. Estende a mão para alcançar o objeto que deseja, transfere-o de uma mão para outra e coloca-o na boca. Apresenta equilíbrio quando colocado sentado. |
Ri quando algo o agrada e quando o desagrada mostra raiva através da expressão facial. Nesta fase, alguns bebês podem demonstrar medo perante pessoas estranhas. Fica repetindo os seus próprios sons e imita as vozes das pessoas ao seu redor |
Movimenta a cabeça na direção do som escutado. Pára de chorar ao ouvir música. Sorri quando quer atenção do adulto. Formação do conceito de causa e efeito no momento em que está explorando um brinquedo. Olha, chacoalha, e atira objetos ao chão. |
Ações que realiza
|
Como Reage
|
Como se comunica
|
|
8 a 11 meses
|
Engatinha e senta sem apoio. Consegue ficar em pé com apoio. Aponta para objetos ou pessoas. Pega pequenos objetos com o indicador e o polegar |
Demonstrar raiva quando não é o centro das atenções. Reconhece sua imagem no espelho e reage com euforia. Reclama quando é contrariado. |
Localiza a fonte sonora. Bate palmas, joga beijo e entende quando lhe dizem tchau. Começa a compreende o significado de alguns gestos. Balança a cabeça quando não quer alguma coisa. Fase do treino com monossílabos do tipo: “ma-ma”, “da-da”, “ne-ne”. |
Ações que realiza
|
Como Reage
|
Como se comunica
|
|
1 a 2 anos
|
Anda sem apoio. Com 1 ano e 6 meses pode começar a correr, subir em móveis e ficar nas pontas dos pés sem apoio. Vira páginas de um livro ou revistas (várias ao mesmo tempo). Gosta de rabiscar no papel. Sabe quando uma ilustração está de cabeça para baixo. |
Mostra senso de humor. Nesta fase, o bebê ainda não compreende as regras, contudo chora quando leva uma bronca e sorri quando é o centro das atenções ou quando é elogiado. Quando está bravo, pode atirar objetos ou brinquedos. É possessivo. Prefere não compartilhar brinquedos com as outras crianças. |
Reconhece o próprio nome. A partir dos 18 meses começa a criar frases curtas. A criança começa a formar frases com uma palavra só, tipo “nenê-papá, nenê-naná”, mas até o término do ano constrói frases de até três palavras como: “quer ver tevê”. Esta é a fase das perguntas: “que é isso?” Usa o próprio nome. Reconhece as partes do seu corpo e de outras pessoas. Apresenta atenção para histórias pequenas. |
Ações que realiza
|
Como Reage
|
Como se comunica
|
|
2 a 3 anos
|
Tira os sapatos. Chuta bola sem perder o equilíbrio. Gosta de dançar, consegue acompanhar o ritmo da música batendo palmas. Nesta fase a criança está pronta para abandonar o uso das fraldas. |
Apresenta percepção de quem é. Mexe em tudo e faz mal criação, testa a autoridade. Tenta impor suas vontades. Prefere companhia para brincar. Gosta de participar dos serviços de casa, como por exemplo arrumar a mesa do jantar. |
As frases vão aumentando e surge o plural. As crianças nesta fase tem uma ótima compreensão, entendem tudo que é dito em sua volta. Pergunta: "cadê", "O que", "onde". Fala de si mesma na 3a. pessoa. Chama familiares próximos pelo nome. |
Ações que realiza
|
Como Reage
|
Como se comunica
|
|
3 a 4 anos
|
Consegue colocar suas roupas e tirá-las sem ajuda de um adulto. Gosta de desenhar. Nesta fase já consegue segurar um lápis na posição correta. Consegue pedalar. |
Brinca com as outras crianças. Apresenta interesse pelos sentimentos das pessoas que estão ao seu redor, por exemplo, se perceber que seu pai está triste, procura confortá-lo. |
Constrói frases com até seis palavras, sobre o dia a dia, situações reais e pessoas próximas. Compreende a existência de regras gramaticais e tenta usá-las. É comum a troca do '"r" pelo "l", a qual acaba por volta dos 3 anos e 6 meses. Compreende os conceitos de igual e diferente. É capaz de separar os brinquedos por tamanho e cor. Lembra e conta histórias. |
Ações que realiza
|
Como Reage
|
Como se comunica
|
|
4 a 5 anos
|
Consegue usar a tesoura, corta papel. Maior domínio no uso de talheres. Consegue pegar a bola com as duas mãos quando está em movimento. |
Está mais sociável com as outras crianças. Se sente grande perto das crianças menores. Sente vontade de tomar as suas próprias decisões. |
Nesta fase o vocabulário da criança aumentou bastante, já fala muitas palavras. Expressa seus sentimentos e emprega verbos como “pensar” e “lembrar”. Também fala de coisas ausentes e usa palavras de ligação entre as sentenças, como por exemplo: “e então”, “porque”, “mas”, etc. Gosta de inventar e contar as próprias histórias. Consegue identificar algumas letras do alfabeto e números. |
ARTIGO 7:
O FUTURO DA INCLUSÃO COMEÇA AGORA!
Menciona algumas dicas aparentemente simples, mas que na verdade são
essenciais para o lidar de forma mais humana e inclusiva com crianças ou
pessoas com deficiência. Dicas que permeiam na mente de muitos pais e
que são fundamentais para o entender e lidar de forma mais natural com
a deficiência, promovendo a verdadeira inclusão, porque as ações do
adulto do futuro são os reflexos da educação e dos valores que recebeu
quando criança….
Vamos começar agora transmitindo estes importantes valores as nossas crianças!
Abaixo segue cópia da publicação da revista online Inclusive – Inclusão e Cidadania. Confiram:
Abaixo segue cópia da publicação da revista online Inclusive – Inclusão e Cidadania. Confiram:
12 coisas para ensinar a seus filhos sobre crianças com deficiência
domingo, março 11, 2012
O melhor presente que eu poderia ganhar nesse dia das mães vem de
outras mães e pais. Ensinem seus filhos a ver a deficiência da minha
filha como algo natural. Isso pode ser um presente pra você e para o seu
filho também.
Infelizmente, como a autora do artigo abaixo, cresci numa sociedade em que as pessoas com deficiência ainda ficavam presas em casa ou em instituições. As poucas crianças com que tive contato eram como ETs e meus pais nunca falaram sobre esse assunto comigo.
Hoje sou mãe da Amanda, de 8 anos, que tem síndrome de Down.
Felizmente o mundo está mudando e se tornando um lugar para todos. Aproveite essa oportunidade e fale mais com o seu filho sobre o coleguinha com deficiência da escola dele, aproxime-se e estimule a amizade deles. Você vai ver que todo mundo sai ganhando com isso.
Patricia Almeida
Inclusive – Inclusão e Cidadania
12 coisas para ensinar a seus filhos sobre crianças com deficiência
Eu cresci sem conhecer nenhuma outra criança com deficiência além do Adam, um visitante frequente do resort ao qual nossas famílias iam todos os verões. Ele tinha deficiência intelectual. As crianças zombavam dele. Fico envergonhada de admitir que eu zombei também; meus pais não faziam idéia. Eles eram pais maravilhosos, mas nunca pensaram em ter uma conversa comigo sobre crianças com deficiência.
E, então, eu tive meu filho Max; ele teve um AVC no nascimento que levou à paralisia cerebral. De repente, eu tinha uma criança para quem outras crianças olhavam e cochichavam a respeito. E eu desejei tanto que seus pais falassem com elas sobre crianças com deficiência.
Já que ninguém recebe um “manual de instrução sobre paternidade”, algumas vezes, pais e mães não sabem muito o que dizer. Eu entendo perfeitamente; se eu não tivesse um filho com deficiência, eu também me sentiria meio perdida. Então, eu procurei mães de crianças com autismo, paralisia cerebral, síndrome de Down e ocorrências genéticas para ouvir o que elas gostariam que os pais e mães ensinassem a seus filhos sobre os nossos filhos. Considere como um guia, não a bíblia!
1) Pra começar, não tenha pena de mim
“Sim, algumas vezes, eu tenho um trabalhão — mas minha vida não é nenhuma tragédia. Meu filho é um menino brilhante, engraçado e incrível que me traz muita alegria e que me enlouquece às vezes. Você sabe, como qualquer criança. Se você tiver pena de mim, seu filho vai ter também. Aja como você agiria perto de qualquer outro pai ou mãe. Aja como você agiria perto de qualquer criança.”
— Ellen Seidman, do blog “Love That Max”; mãe do Max, que tem paralisia cerebral

2) Ensine seus filhos a não sentir pena dos nossos
“Quando a Darsie vê crianças (e adultos!) olhando e encarando, ela fica incomodada. Minha filha não se sente mal por ser quem ela é. Ela não se importa com o aparelho em seu pé. Ela não tem pena de si mesma. Ela é uma ótima garota que adora tudo, de cavalos a livros. Ela é uma criança que quer ser tratada como qualquer outra criança—independente dela mancar. Nossa família celebra as diferenças ao invés de lamentá-las, então nós te convidamos a fazer o mesmo.”
— Shannon Wells, do blog “Cerebral Palsy Baby”; mãe da Darsie, que tem paralisia cerebral

3) Use o que eles tem em comum
“Vai chegar uma hora em que o seu filhinho vai começar a te fazer perguntas sobre por que a cor de uma pessoa é aquela, ou por que aquele homem é tão grande, ou aquela moça é tão pequena. Quando você estiver explicando a ele que todas as pessoas são diferentes e que nós não somos todos feitos do mesmo jeito, mencione pessoas com deficiências. Mas tenha o cuidado de falar sobre as similaridades também—que uma criança na cadeira de rodas também gosta de ouvir música, e ver TV, e de se divertir, e de fazer amigos. Ensine aos seus filhos que as crianças com deficiência são mais parecidas com eles do que são diferentes.”
— Michelle, do blog “Big Blueberry Eyes”; mãe da Kayla, que tem Síndrome de Down

4) Ensine as crianças a entender que há várias formas de se expressar
“Meu filho Bejjamin faz barulhos altos e bem agudos quando ele está animado. Algumas vezes, ele pula pra cima e pra baixo e sacode os braços também. Diga aos seus filhos que a razão pela qual crianças com autismo ou com outras necessidades especiais fazem isso é porque elas tem dificuldades pra falar, e é assim que elas se expressam quando estão felizes, frustradas ou, algumas vezes, até mesmo por alguma coisa que estão sentindo em seus corpos. Quando Benjamim faz barulhos, isso pode chamar a atenção, especialmente se estamos em um restaurante ou cinema. Então, é importante saber que ele não pode, sempre, evitar isso. E que isso é, normalmente, um sinal de que ele está se divertindo.”
— Jana Banin, do blog “I Hate Your Kids (And Other Things Autism Parents Won’t Say Out Loud)”; mãe de Benjamin, que é autista

5) Saiba que fazer amizade com uma criança especial é bom para as duas crianças
“Em 2000, quando meu filho foi diagnosticado com autismo, eu tive muita dificuldade em arrumar amiguinhos para brincar com ele. Vários pais se assustaram, a maior parte por medo e desconhecimento. Fiquei sabendo que uma mãe tinha medo do autismo do meu filho ser “contagioso”. Ui. Treze anos mais tarde, sou tão abençoada por ter por perto várias famílias que acolheram meu filho de uma forma que foi tão benéfica para o seu desenvolvimento social. Fico arrepiada só de pensar nisso. A melhor coisa que já ouvi de uma mãe foi o quanto a amizade com o meu filho foi importante para o filho dela! Que a sua proximidade com o RJ fez dele uma pessoa melhor! Foi uma coisa tão bonita de se dizer. Quando tivemos o diagnóstico, ouvimos que ele nunca teria amigos. Os amigos que ele tem, agora, adorariam discordar. Foram os pais deles que facilitaram essa amizade e, por isso, serei eternamente grata.”
— Holly Robinson Peete, fundadora (com o marido Rodney Peete) da Hollyrod Roundation; mãe do RJ, que é autista (é ele, na foto abaixo, com sua irmã Ryan)

6) Encoraje seu filho a dizer “oi”
“Se você pegar seu filho olhando pro meu, não fique chateada — você só deve se preocupar se ele estiver sendo rude, mas crianças costumar reparar umas nas outras. Sim, apontar, obviamente, não é super educado, e se seu filho apontar para uma criança com deficiência, você deve dizer a ele que isso é indelicado. Mas quando você vir seu filho olhando para o meu, diga a ele que a melhor coisa a fazer é sorrir pra ele ou dizer “oi”. Se você quiser ir mais fundo no assunto, diga a ele que crianças com necessidades especiais nem sempre respondem da forma como a gente espera, mas, ainda assim, é importante tratá-las como tratamos as outras pessoas.”
— Katy Monot, do blog “Bird On The Street”; mãe do Charlie, que tem paralisia cerebral.

7) Encoraje as crianças a continuar falando
“As crianças sempre se perguntam se o Norrin pode falar, especialmente quando ele faz seu “barulhinho alto característico”. Explique ao seu filho que é normal se aproximar de outra criança que soa um pouco diferente. Algumas crianças podem não conseguir responder tão rápido, mas isso não significa que elas não têm nada a dizer. Peça ao seu filho para pensar no seu filme favorito, lugar ou livro—há grandes chances da outra criança gostar disso também. E a única forma dele descobrir isso é perguntando, da mesma forma que faria com qualquer outra criança.”
— Lisa Quinones-Fontanez, do blog “Autism Wonderland”; mãe do Norrin, que é autista

8) Dê explicações simples
“Algumas vezes, eu penso que nós, pais, tendemos a complicar as coisas. Usando algo que seus filhos já conhecem, que faça sentido pra eles, você faz com que a “necessidade especial” se torne algo pessoal e fácil de entender. Eu captei isso uns anos atrás, quando meu priminho me perguntou “por que o William se comunicava de forma tão diferente dele e de seus irmãos”. Quando eu respondi que ele simplesmente nasceu assim, a resposta dele pegou no ponto: “Ah, assim como eu nasci com alergias”. Ele sabia como era viver com algo que se tem e gerenciar para viver diariamente. Se eu tivesse dito a ele que os músculos da boca de William tem dificuldade em formar palavras, o conceito teria se perdido na cabeça dele. Mas alergia fazia sentido pra ele. Simplicidade é a chave.”
— Kimberly Easterling, do blog “Driving With No Hands”; mãe do William e da Mary, ambos com Síndrome de Down

9) Ensine respeito às crianças com seus próprios atos
“Crianças aprendem mais com suas ações que com suas palavras. Diga “oi” para a minha filha. Não tenha medo ou fique nervosa perto dela. Nós realmente não somos tão diferentes de vocês. Trate minha filha como trataria qualquer outra criança (e ganhe um bônus se fizer um comentário sobre o lindo cabelo dela!). Se tiver uma pergunta, faça. Fale para o seu filho sobre como todo mundo é bom em coisas diferentes, e como todo mundo tem dificuldades a trabalhar. Se todo o resto falhar, cite a frase do irmão de Addison: “bem, todo mundo é diferente!”.”
— Debbie Smith, do blog “Finding Normal”; mãe de Addison, que tem Trissomia 9

10) Ajude as crianças a ver que, mesmo crianças que não falam, entendem
“Nós estávamos andando pelo playground e a coleguinha da minha filha não parava de encarar o meu filho, que é autista e tem paralisia cerebral. Minha filha chamou a atenção da colega rapidinho: “Você pode dizer “oi” pro meu irmão, sabe? Só porque ele não fala, não significa que ele não ouve você”. Jack não costuma falar muito, mas ele ouve tudo ao redor dele. Ensine aos seus filhos que eles devem sempre assumir que crianças com deficiência entendem o que está sendo dito, mesmo sem poderem falar. É por isso que eles não vão dizer “o que ele tem de errado?”, mas poderão até dizer “Como vai?”.”
— Jennifer Byde Myers, dos blogs “Into The Woods” e “The Thinking Person’s Guide To Autism”; mãe do Jack, que tem autismo e paralisia cerebral.

11) Inicie uma conversa
“Nós estávamos no Museu das Crianças e um garotinho não parava de olhar para Charlie com seu andandor, e a mãe dele sussurrou em seu ouvido para não encarar porque isso era indelicado. Ao invés disso, eu adoraria que ela tivesse dito “esse é um andador muito interessante, você gostaria de perguntar ao garotinho e à sua mãe mais a respeito dele?”.”
— Sarah Myers, do blog “Sarah & Joe (And Charlie Too!)”; mãe do Charlie, que tem paralisia cerebral

12) Não se preocupe com o constrangimento
“Vamos combinar de não entrar em pânico caso seu filho diga algo embaraçoso. Você sabe, tipo se nós estivermos na fila do Starbucks e o seu filho olhar para a Maya e pra mim e disser algo como “Eca! Por que ela está babando?” ou “Você é mais gorda que a minha mãe”. Embora esses não sejam exemplos de início de conversas ideais, eles mostram que o seu filho está interessado e curioso o suficiente para fazer contato e perguntar. Por favor, não gagueje um “mil desculpas” e arraste seu filho pra longe. Vá em frente e diga baixinho o pedido de desculpas, se você quiser, mas deixe-me aproveitar a oportunidade: vou explicar a parte da baba e apresentar Maya e contar da paixão dela por crocodilos, e você pode ser a coadjuvante no processo, dizendo “lembra quando nós vimos crocodilos no zoológico?” ou coisa parecida. Quando chegarmos ao caixa, o constrangimento vai ter passado, Maya terá curtido conhecer alguém novo, e eu terei esperanças de que seu filho conseguiu ver Maya como uma criança divertida, ao invés de uma “criança que baba”. (E eu irei simplesmente fingir que não ouvi a parte do “mais gorda que a minha mãe”).”
— Dana Nieder, do blog “Uncommon Sense”; mãe da Maya, que tem uma síndrome genética não diagnosticada

Traduzido por Andréa Werner, do blog “Lagarta Vira Pupa“, com revisão de Patricia Almeida
Por Ellen Seidman, do blog “Love That Max
Por aqui podem acessar a reportagem diretamente da revista online Inclusive 12 coisas para ensinar seus filhos sobre crianças com deficiência
Infelizmente, como a autora do artigo abaixo, cresci numa sociedade em que as pessoas com deficiência ainda ficavam presas em casa ou em instituições. As poucas crianças com que tive contato eram como ETs e meus pais nunca falaram sobre esse assunto comigo.
Hoje sou mãe da Amanda, de 8 anos, que tem síndrome de Down.
Felizmente o mundo está mudando e se tornando um lugar para todos. Aproveite essa oportunidade e fale mais com o seu filho sobre o coleguinha com deficiência da escola dele, aproxime-se e estimule a amizade deles. Você vai ver que todo mundo sai ganhando com isso.
Patricia Almeida
Inclusive – Inclusão e Cidadania
12 coisas para ensinar a seus filhos sobre crianças com deficiência
Eu cresci sem conhecer nenhuma outra criança com deficiência além do Adam, um visitante frequente do resort ao qual nossas famílias iam todos os verões. Ele tinha deficiência intelectual. As crianças zombavam dele. Fico envergonhada de admitir que eu zombei também; meus pais não faziam idéia. Eles eram pais maravilhosos, mas nunca pensaram em ter uma conversa comigo sobre crianças com deficiência.
E, então, eu tive meu filho Max; ele teve um AVC no nascimento que levou à paralisia cerebral. De repente, eu tinha uma criança para quem outras crianças olhavam e cochichavam a respeito. E eu desejei tanto que seus pais falassem com elas sobre crianças com deficiência.
Já que ninguém recebe um “manual de instrução sobre paternidade”, algumas vezes, pais e mães não sabem muito o que dizer. Eu entendo perfeitamente; se eu não tivesse um filho com deficiência, eu também me sentiria meio perdida. Então, eu procurei mães de crianças com autismo, paralisia cerebral, síndrome de Down e ocorrências genéticas para ouvir o que elas gostariam que os pais e mães ensinassem a seus filhos sobre os nossos filhos. Considere como um guia, não a bíblia!
1) Pra começar, não tenha pena de mim
“Sim, algumas vezes, eu tenho um trabalhão — mas minha vida não é nenhuma tragédia. Meu filho é um menino brilhante, engraçado e incrível que me traz muita alegria e que me enlouquece às vezes. Você sabe, como qualquer criança. Se você tiver pena de mim, seu filho vai ter também. Aja como você agiria perto de qualquer outro pai ou mãe. Aja como você agiria perto de qualquer criança.”
— Ellen Seidman, do blog “Love That Max”; mãe do Max, que tem paralisia cerebral
2) Ensine seus filhos a não sentir pena dos nossos
“Quando a Darsie vê crianças (e adultos!) olhando e encarando, ela fica incomodada. Minha filha não se sente mal por ser quem ela é. Ela não se importa com o aparelho em seu pé. Ela não tem pena de si mesma. Ela é uma ótima garota que adora tudo, de cavalos a livros. Ela é uma criança que quer ser tratada como qualquer outra criança—independente dela mancar. Nossa família celebra as diferenças ao invés de lamentá-las, então nós te convidamos a fazer o mesmo.”
— Shannon Wells, do blog “Cerebral Palsy Baby”; mãe da Darsie, que tem paralisia cerebral
3) Use o que eles tem em comum
“Vai chegar uma hora em que o seu filhinho vai começar a te fazer perguntas sobre por que a cor de uma pessoa é aquela, ou por que aquele homem é tão grande, ou aquela moça é tão pequena. Quando você estiver explicando a ele que todas as pessoas são diferentes e que nós não somos todos feitos do mesmo jeito, mencione pessoas com deficiências. Mas tenha o cuidado de falar sobre as similaridades também—que uma criança na cadeira de rodas também gosta de ouvir música, e ver TV, e de se divertir, e de fazer amigos. Ensine aos seus filhos que as crianças com deficiência são mais parecidas com eles do que são diferentes.”
— Michelle, do blog “Big Blueberry Eyes”; mãe da Kayla, que tem Síndrome de Down
4) Ensine as crianças a entender que há várias formas de se expressar
“Meu filho Bejjamin faz barulhos altos e bem agudos quando ele está animado. Algumas vezes, ele pula pra cima e pra baixo e sacode os braços também. Diga aos seus filhos que a razão pela qual crianças com autismo ou com outras necessidades especiais fazem isso é porque elas tem dificuldades pra falar, e é assim que elas se expressam quando estão felizes, frustradas ou, algumas vezes, até mesmo por alguma coisa que estão sentindo em seus corpos. Quando Benjamim faz barulhos, isso pode chamar a atenção, especialmente se estamos em um restaurante ou cinema. Então, é importante saber que ele não pode, sempre, evitar isso. E que isso é, normalmente, um sinal de que ele está se divertindo.”
— Jana Banin, do blog “I Hate Your Kids (And Other Things Autism Parents Won’t Say Out Loud)”; mãe de Benjamin, que é autista
5) Saiba que fazer amizade com uma criança especial é bom para as duas crianças
“Em 2000, quando meu filho foi diagnosticado com autismo, eu tive muita dificuldade em arrumar amiguinhos para brincar com ele. Vários pais se assustaram, a maior parte por medo e desconhecimento. Fiquei sabendo que uma mãe tinha medo do autismo do meu filho ser “contagioso”. Ui. Treze anos mais tarde, sou tão abençoada por ter por perto várias famílias que acolheram meu filho de uma forma que foi tão benéfica para o seu desenvolvimento social. Fico arrepiada só de pensar nisso. A melhor coisa que já ouvi de uma mãe foi o quanto a amizade com o meu filho foi importante para o filho dela! Que a sua proximidade com o RJ fez dele uma pessoa melhor! Foi uma coisa tão bonita de se dizer. Quando tivemos o diagnóstico, ouvimos que ele nunca teria amigos. Os amigos que ele tem, agora, adorariam discordar. Foram os pais deles que facilitaram essa amizade e, por isso, serei eternamente grata.”
— Holly Robinson Peete, fundadora (com o marido Rodney Peete) da Hollyrod Roundation; mãe do RJ, que é autista (é ele, na foto abaixo, com sua irmã Ryan)
6) Encoraje seu filho a dizer “oi”
“Se você pegar seu filho olhando pro meu, não fique chateada — você só deve se preocupar se ele estiver sendo rude, mas crianças costumar reparar umas nas outras. Sim, apontar, obviamente, não é super educado, e se seu filho apontar para uma criança com deficiência, você deve dizer a ele que isso é indelicado. Mas quando você vir seu filho olhando para o meu, diga a ele que a melhor coisa a fazer é sorrir pra ele ou dizer “oi”. Se você quiser ir mais fundo no assunto, diga a ele que crianças com necessidades especiais nem sempre respondem da forma como a gente espera, mas, ainda assim, é importante tratá-las como tratamos as outras pessoas.”
— Katy Monot, do blog “Bird On The Street”; mãe do Charlie, que tem paralisia cerebral.
7) Encoraje as crianças a continuar falando
“As crianças sempre se perguntam se o Norrin pode falar, especialmente quando ele faz seu “barulhinho alto característico”. Explique ao seu filho que é normal se aproximar de outra criança que soa um pouco diferente. Algumas crianças podem não conseguir responder tão rápido, mas isso não significa que elas não têm nada a dizer. Peça ao seu filho para pensar no seu filme favorito, lugar ou livro—há grandes chances da outra criança gostar disso também. E a única forma dele descobrir isso é perguntando, da mesma forma que faria com qualquer outra criança.”
— Lisa Quinones-Fontanez, do blog “Autism Wonderland”; mãe do Norrin, que é autista
8) Dê explicações simples
“Algumas vezes, eu penso que nós, pais, tendemos a complicar as coisas. Usando algo que seus filhos já conhecem, que faça sentido pra eles, você faz com que a “necessidade especial” se torne algo pessoal e fácil de entender. Eu captei isso uns anos atrás, quando meu priminho me perguntou “por que o William se comunicava de forma tão diferente dele e de seus irmãos”. Quando eu respondi que ele simplesmente nasceu assim, a resposta dele pegou no ponto: “Ah, assim como eu nasci com alergias”. Ele sabia como era viver com algo que se tem e gerenciar para viver diariamente. Se eu tivesse dito a ele que os músculos da boca de William tem dificuldade em formar palavras, o conceito teria se perdido na cabeça dele. Mas alergia fazia sentido pra ele. Simplicidade é a chave.”
— Kimberly Easterling, do blog “Driving With No Hands”; mãe do William e da Mary, ambos com Síndrome de Down
9) Ensine respeito às crianças com seus próprios atos
“Crianças aprendem mais com suas ações que com suas palavras. Diga “oi” para a minha filha. Não tenha medo ou fique nervosa perto dela. Nós realmente não somos tão diferentes de vocês. Trate minha filha como trataria qualquer outra criança (e ganhe um bônus se fizer um comentário sobre o lindo cabelo dela!). Se tiver uma pergunta, faça. Fale para o seu filho sobre como todo mundo é bom em coisas diferentes, e como todo mundo tem dificuldades a trabalhar. Se todo o resto falhar, cite a frase do irmão de Addison: “bem, todo mundo é diferente!”.”
— Debbie Smith, do blog “Finding Normal”; mãe de Addison, que tem Trissomia 9
10) Ajude as crianças a ver que, mesmo crianças que não falam, entendem
“Nós estávamos andando pelo playground e a coleguinha da minha filha não parava de encarar o meu filho, que é autista e tem paralisia cerebral. Minha filha chamou a atenção da colega rapidinho: “Você pode dizer “oi” pro meu irmão, sabe? Só porque ele não fala, não significa que ele não ouve você”. Jack não costuma falar muito, mas ele ouve tudo ao redor dele. Ensine aos seus filhos que eles devem sempre assumir que crianças com deficiência entendem o que está sendo dito, mesmo sem poderem falar. É por isso que eles não vão dizer “o que ele tem de errado?”, mas poderão até dizer “Como vai?”.”
— Jennifer Byde Myers, dos blogs “Into The Woods” e “The Thinking Person’s Guide To Autism”; mãe do Jack, que tem autismo e paralisia cerebral.
11) Inicie uma conversa
“Nós estávamos no Museu das Crianças e um garotinho não parava de olhar para Charlie com seu andandor, e a mãe dele sussurrou em seu ouvido para não encarar porque isso era indelicado. Ao invés disso, eu adoraria que ela tivesse dito “esse é um andador muito interessante, você gostaria de perguntar ao garotinho e à sua mãe mais a respeito dele?”.”
— Sarah Myers, do blog “Sarah & Joe (And Charlie Too!)”; mãe do Charlie, que tem paralisia cerebral
12) Não se preocupe com o constrangimento
“Vamos combinar de não entrar em pânico caso seu filho diga algo embaraçoso. Você sabe, tipo se nós estivermos na fila do Starbucks e o seu filho olhar para a Maya e pra mim e disser algo como “Eca! Por que ela está babando?” ou “Você é mais gorda que a minha mãe”. Embora esses não sejam exemplos de início de conversas ideais, eles mostram que o seu filho está interessado e curioso o suficiente para fazer contato e perguntar. Por favor, não gagueje um “mil desculpas” e arraste seu filho pra longe. Vá em frente e diga baixinho o pedido de desculpas, se você quiser, mas deixe-me aproveitar a oportunidade: vou explicar a parte da baba e apresentar Maya e contar da paixão dela por crocodilos, e você pode ser a coadjuvante no processo, dizendo “lembra quando nós vimos crocodilos no zoológico?” ou coisa parecida. Quando chegarmos ao caixa, o constrangimento vai ter passado, Maya terá curtido conhecer alguém novo, e eu terei esperanças de que seu filho conseguiu ver Maya como uma criança divertida, ao invés de uma “criança que baba”. (E eu irei simplesmente fingir que não ouvi a parte do “mais gorda que a minha mãe”).”
— Dana Nieder, do blog “Uncommon Sense”; mãe da Maya, que tem uma síndrome genética não diagnosticada
Traduzido por Andréa Werner, do blog “Lagarta Vira Pupa“, com revisão de Patricia Almeida
Por Ellen Seidman, do blog “Love That Max
Por aqui podem acessar a reportagem diretamente da revista online Inclusive 12 coisas para ensinar seus filhos sobre crianças com deficiência
Fonte: http://espacosignificativoto.wordpress.com/2013/06/16/o-futuro-da-inclusao-comeca-agora/
APRENDAM COM OS VÍDEOS:
VÍDEO 1: ESTIMULAÇÃO PRECOCE.WMV
VÍDEO 2: SÍNDROME DE DOWN - CAP 1
VÍDEO 3: SÍNDROME DE DOWN - CAP 2
VÍDEO 4: JORNAL NACIONAL 18-03/09 - CRIANÇAS COM SÍNDORME DE DOWN
VÍDEO 5: EXPOSIÇÃO MOSTRA FOTOS DE CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN
VÍDEO 3: SÍNDROME DE DOWN - CAP 2
VÍDEO 4: JORNAL NACIONAL 18-03/09 - CRIANÇAS COM SÍNDORME DE DOWN
VÍDEO 5: EXPOSIÇÃO MOSTRA FOTOS DE CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN