segunda-feira, 22 de julho de 2013

C18: OS OLHOS DE DEUS!

OS OLHOS DE DEUS!

Foto do dia: Apresento a todos, a razão dos meus textos, o dono dos olhinhos que vocês acompanham a 18 crônicas, PIETRO... o meu querubim!

CRÔNICA


Após ficarmos mais de meia hora aguardando no corredor do hospital, fomos chamados para ver nosso Pietro. Entrando (novamente) no ambiente da UTI, senti um forte arrepio que percorreu todo o meu corpo. Fizemos todo o procedimento de assepsia e logo depois me deparei com um quadro fixado na parede com várias fotos de bebês e crianças que passaram pela UTI e depois, restabelecidas, enviaram suas fotos. Fomos guiados até a incubadora onde estava nosso filhinho, já desnudo e com todo aquele aparato de fios e ataduras em sua cabeçinha. Minha vontade era de arrancar tudo aquilo e levá-lo para nossa casa, mas tive que ficar imóvel, pois era para o seu bem! Pietro estava movimentando-se lentamente, mas com seus olhinhos fechados e respiração moderadamente ofegante. Fiquei observando cada centímetro do seu corpinho, verificando se estava tudo bem e de repente me deparei com as lagrimas escorrendo pelo meu rosto. Era o resultado de tanto estresse e frustração de ver meu filho retornar para o lugar que me deixava muito apreensivo, pois correria o risco de até mesmo contrair uma infecção hospitalar, apesar de o local da UTI ser todo novo e de última geração de maquinário. Mas, sou pai e todo pai se preocupa com qualquer situação que envolva a saúde de seu filho. Minha esposa e eu ficamos conversando com Pietro e passando a mão por seu corpinho, onde de imediato ele respondia com movimentos rápidos, como se quisesse tirar nossas mãos sobre seu corpinho. Foi aí que tive a certeza que todo aquele procedimento de internação foi traumático para ele, provando que aquele choro realmente era de dor e medo! Fiquei mais angustiado ainda, mas levantei a cabeça, agarrei firme na minha FÉ e foquei que era para o bem do meu filho. Solange estava arrasada e inconsolável, ficou chorando e conversando no ouvidinho de Pietro e pude observar que ele respondia com movimentos leves de cabeça e de sobrancelha. Realmente, a voz, o toque e o cheirinho da mãe confortam qualquer filho! Não pudemos ficar mais tempo, pois não era horário de visita e a médica e enfermeiras tinham que fazer seus trabalhos. A médica responsável falou sobre os procedimentos realizados e exames, como os de sangue e radiológicos. Logo depois fomos dispensados e voltamos praticamente em silencio para buscar nosso Anthony e ir para casa... mais uma vez, sem Pietro!
No dia seguinte (Domingo) seguimos para a casa da minha cunhada Simone para o Anthony brincar com seu primo Pedro Henrique e depois seguirmos para o hospital no horário de visita. Chegando lá Pietro encontrava-se mais calmo, mas ainda estava sonolento, provavelmente devido a algum medicamento. Pude observar que tinham trocado algumas peças do seu ventilador nasal e o novo era mais grosso e tinha uma pequena mancha de sangue na sua narina. Fiquei imaginando como deve ter chorado de dor no momento de introduzir a peça do ventilador nasal. Ficamos estimulando-o para ver se conseguíamos acordá-lo, mas estava difícil, pois abria levemente os olhinhos e voltava a fechar. Perto do termino da visita, a medica responsável (já era outra plantonista) nos chamou para falar sobre o quadro clínico de Pietro. Relatou que ele estava respondendo bem aos medicamentos, mas continuava necessitando de cuidados, já que foi descartada a pneumonia, mas tinha sido diagnosticado a BRONQUIOLITE (Ler artigos 1 e 2). Ficamos assustados (eu não me lembrava do que era uma bronquiolite), mas ela nos explicou rapidamente e disse que o prognóstico era melhor para essa patologia (doença). Despedimos do nosso filho e fomos buscar Anthony e voltar para casa.

Desde a primeira crônica, algumas pessoas devem estar se perguntando: porque o título do Blog é AOS OLHOS DE PIETRO? Portanto, segue aqui a resposta: 


No outro dia (segunda-feira), fui trabalhar e Solange foi na visita da manhã (10:00h)para amamentá-lo, eu fiquei com a visita da tarde (15:00h)e ela novamente as 17:00h para amamentar mais uma vez. Sempre que íamos visitá-lo, ela deixava o leite já colhido. No período da tarde, desmarquei meus clientes das 15:00h e fui ver meu querubim. Chegando na UTI, tive que aguardar um momento, pois estavam terminando os procedimentos com os outros bebês. Consegui esse horário (não era horário de visita) devido a uma insistência com a plantonista e o diretor da UTI. De longe pude observar que Pietro estava movimentando seus bracinhos e perninhas e isso me estimulou bastante. A enfermeira se aproximou e liberou a visita. Fui aproximando e mexendo com o pequeno, que estava olhando para cima e de repente parou de se movimentar, virou seus olhinhos brilhantes para mim e não piscou mais. Neste momento fiquei imóvel e parei de respirar por uns instantes, parece que a UTI não estava mais ao meu redor, não escutava mais nada e estava com meus olhos fixados nos de Pietro que continuava imóvel e com os olhinhos fixo nos meus. A sensação é que estava sendo tocado... estava calmo, leve e com vontade de chorar de alegria e agradecimento. Parecia que estava a horas olhando para meu filho. De repente tive a sensação que os olhos de Pietro não eram mais dele... pela tamanha tranquilidade, naquele precioso instante, tive a nítida sensação que eram OS OLHOS DE DEUS! Nesse exato momento eu entendi (de alguma forma) o porque que Pietro tinha vindo para os meus braços e de minha esposa... nós tínhamos sido escolhidos (várias pessoas tinham nos dito isso) e Pietro era o seu presente mais valioso... o QUERUBIM (por isso que sempre o chamo assim), o seu ANJO! Aqui fechei o último pacto com meu filho, o de cuidar e amá-lo pelo resto da minha vida! Pietro piscou e eu, na felicidade de um pai, chorei!


Foto 1: Essa foto tirei minutos após meus relatos a cima. Ele ainda estava com seus pequenos olhinhos fixados em mim.

Essa passagem foi tão importante e especial que a guardei durante quase um ano. Sempre dizia para minha esposa que Pietro era um presente e que ele iria nos impressionar, tinha um objetivo em nossas vidas! No aniversário de um ano de Pietro (fevereiro/2013) fiquei disposto a fazer um vídeo comemorativo para esta data, pois já tinha feito para Anthony nos 2 primeiros anos. Mas, me deparei com uma enorme duvida: como vou fazer esse vídeo? A história do primeiro ano de Pietro não foi comum como a do Anthony. Foi uma história de muito sofrimento no início e de varias descobertas maravilhosas ao longo do ano. Portanto, não ia conseguir fazê-lo somente com musicas infantis e fotos maravilhosas, tinham que ter um texto especifico... um roteiro! Lembro-me que estava sem inspiração e não desenvolvia no projeto, e pior, ainda não tinha um titulo! Fiquei batendo cabeça com vários temas, mas nenhum cantava, ficava sempre faltando alguma coisa. Foi quando em uma noite, voltando do trabalho, estava pensando no assunto e de repente ocorreu um Insight (revelação súbita de uma ideia), e veio o início de uma história, que fui desenvolvendo até chegar em casa. Chegando lá, peguei um papel e comecei a escrever e fluiu de uma forma muito direta e simples, fiquei espantado! Tomei banho e comecei a passar para o notebook e naquela mesma noite, já tinha a história completa e com um título: AOS OLHOS DE PIETRO. Nos dias que se passaram, adquiri um excelente programa de editar fotos e vídeos e escolhi a dedo as musicas e uma semana antes do aniversário de Pietro tinha terminado o projeto. O projeto do vídeo comemorativo do aniversário de Pietro foi embasado na nossa passagem na UTI, onde acredito que estava escondido no meu subconsciente e aguardava o momento de trazê-lo para o consciente. Fiquei muito satisfeito com o resultado final do vídeo e ao mostrá-lo para os convidados tive a nítida certeza que semeei a semente de Pietro que é uma linda criança portadora da síndrome de Down e enviada por Deus!

Essas crônicas, não possuem caráter fictício e sim verídico! Essa última passagem foi de um sentimento verdadeiro, só meu e de Pietro. Na verdade, foi nosso primeiro diálogo, intermediado por DEUS! Após quase um ano comecei a escrever sobre nossas experiências com um filho especial. Acho que se tivesse iniciado no ano passado, as minhas emoções iriam sobrepor as minhas razões e poderia deturpar e fantasiar em muito as minhas crônicas. Hoje, tive tempo de absorver o impacto inicial e organizar meus pensamentos e criar um espaço, onde posso dividir com todos vocês leitores, que podem ser amigos, profissionais de saúde, curiosos e principalmente pais de crianças portadoras de algum tipo de deficiência, não necessariamente a síndrome de Down. O objetivo é dividir as principais experiências que vivi e estou vivendo e acrescentar informações pertinentes a cada assunto referente a SD abordado na crônica, pois a minha maior dificuldade no inicio, era a falta de informação e sempre cheio de perguntas. O mais interessante quando estou escrevendo as crônicas e que acabo vivenciado tudo novamente, mas com muito mais lucidez e sensibilidade e acabo por desenvolver o texto, não para mim, mas para você que está lendo nesse momento e está comprovando que não é o único (a) que está passando por essa experiência magnífica. Eu procuro viver esse momento com o máximo de carinho e amor com meus filhos, pois, realmente, Deus confia seus Querubins para os pais que, sem sombra de duvida, irão dar o máximo de suas vidas pelos seus filhos, mesmo que eles sejam um pouquinho diferentes... por possuírem “ASAS”!  

Texto: Alessandro Carvalho

IMPORTANTE: Vejam artigos 3, 4 e 5. São artigos relacionados as novas descobertas científicas sobre a síndrome de Down. Com ótimo texto elucidativo do Dr. Zan Mustacchi. Leiam, reflitam e tenham sua opinião sobre o assunto.

Foto 2: A suavidade do olhar de Pietro. Sou completamente dependente desses olhos, eles desarmam e despertam minhas emoções!

DEDICATÓRIA: Dedico somente a DEUS! Por enviar suas mensagens de forma tão bem codificada, que às vezes demoramos a decodificar por simplesmente não abrirmos nossos olhos para o “diferente” até entendermos que não existem diferenças nos códigos criados por Deus. A resposta está sempre no bom senso e no AMOR!



PRÓXIMA CRÔNICA: MUDAR... É PRECISO! (Se não houver mudança no tema).



ARTIGOS E VÍDEOS

 ARTIGO ESPECIAL:


INTERPRETAÇÃO DO VÍDEO “AOS OLHOS DE PIETRO”


Para editar o vídeo, utilizei o ótimo programa Sony Vegas, que é capaz de fundir fotos, vídeos, musicas e dentre outros efeitos. Os vídeos e as fotos escolhidas, foram filmadas e tiradas durante todo o ano de 2012 e início de 2013, com passagens desde o nascimento, UTI`s, junto com os pais, irmão, familiares e fisioterapeutas. Foram vários momentos importantes, como o parto, o batizado, praia de Cabo Frio - RJ, aniversário do Anthony (dupla dinâmica: Batman e Robin), Festividades de natal e ano novo, viagem para Caldas Novas e Jataí - GO (minha cidade natal) e dentre vários outros lindos e importantes momentos. Tem também uma homenagem ao meu sobrinho e afilhado Ian que recentemente venceu a temível LEUCEMIA (está evoluindo - ver vídeo). As músicas foram escolhidas de acordo com o sentimento que elas transmitiam para o dado momento da edição do vídeo. São elas:
1 – Monte inverno – Rosa de Saron;
2 – Um anjo do céu – Maskavo;
3 – Do lado de Ca – Chimarruts;
4 – Velha infância – Tribalistas;
5 – Em El Muelle de San Blas – Maná;
6 – Angels – Robie Williams

Na edição final do vídeo sua duração ficou em 26 minutos e 57 segundos. Longo, mas não consegui diminuir, pois o resultado final foi muito agradável. Durante a produção do vídeo, ficava pensando em como as pessoas se comportariam assistindo-o... até agora, só tenho recebido elogios! A minha verdadeira intenção era presentear as pessoas com um vídeo que demonstrasse que com a síndrome de Down não existe segredos e muito menos diferenças e sim dedicação, doação e AMOR!
A história gira em torno de uma conversa entre Deus e um de seus querubins mais querido. O objetivo da conversa é sobre uma missão que Deus estava destinando para seu querubim (não irei contar o contexto do vídeo), que será enviado para viver com uma família e desenvolver sua missão junto a essa família e a humanidade. Deus relata como irá chegar e como será sua vida e revela um detalhe importante que será desvendado no final. As fotos e os vídeos demonstram o quanto Pietro é amado por seus familiares e amigos, suas internações, suas interações (1) e integrações (2), as inúmeras sessões de fisioterapia e estimulações em sua casa e no sítio da vovó e dentre outros lugares. Ou seja, mostra parte do desenvolvimento do nosso querubim. Bom, espero que gostem e tenham certeza que realizei com muita emoção e carinho, e afirmo que estamos honrando a responsabilidade e a oportunidade dada por Deus! (Ver o vídeo no final da página).

1 – INTERAÇÕES: A interação é uma ação de um objeto físico sobre outro - os objetos físicos podem ser considerados desde partículas pontuais até campos quânticos. Em termos simples, ocorre interação quando a ação de uma pessoa desencadeia uma reação em outro (humano ou não). Esta interação pode ter diversos níveis, desde a simples bidirecionalidade até a interatividade. Interação social: Influência da sociedade no indivíduo.

2 – INTEGRAÇÃO: Significa ser participante, ser considerado, fazer parte de, ser levado a sério e ser encorajado.

PARA ESCLARECER: Diferenças entre anjos, arcanjos, querubins e serafins:
ANJOS: são citados na Bíblia como mensageiros e executores das ordens de Deus (Gênesis 16.10; Daniel 6. 22; Salmos 103. 20).

ARCANJOS: é citado na Bíblia como uma espécie de “Anjo-chefe”. A palavra arcanjo tem esse significado.

QUERUBINS: são citados na Bíblia como seres que têm asas e uma forma [semelhante] a humana (Êxodo 25. 20). Esses seres estão sempre ligados a glorificação da majestade e grandeza de Deus (Apocalipse 4. 6-8).

SERAFINS: Da mesma forma que os querubins, os serafins sempre estão ligados a glorificação da majestade e grandeza de Deus.



ARTIGO 1:

BRONQUIOLITE

O que é a bronquiolite?

A bronquiolite é uma infecção frequente dos pulmões causada por um vírus. A infecção origina o inchaço das minúsculas vias respiratórias no interior dos pulmões, as quais se denominam bronquíolos.

O inchaço causa o estreitamento das vias respiratórias, tornando a respiração mais difícil para a criança.
A maioria dos casos de bronquiolite são causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), o qual atinge a maioria das crianças até aos dois anos de idade. A infecção é mais frequente no Inverno e no início da Primavera.

Sinais da bronquiolite

Inicialmente, a criança poderá apresentar febre, nariz a pingar ou tosse. Provavelmente, até tossirá bastante, o que é normal. Outros sinais:
  • respiração rápida e superficial
  • respiração com sons muito elevados (pieira)
  • covinhas (denominadas contracções) no peito, por debaixo da caixa torácica, acima da clavícula, entre as costelas ou no pescoço
  • alargamento das narinas
  • aumento da irritabilidade, rabugice e cansaço
  • comer ou beber menos
  • dificuldade em dormir
No início, a tosse da criança será provavelmente seca, curta, superficial e fraca. Após alguns dias, a criança poderá começar a libertar muito muco quando tosse, o que significa que está a melhorar e a tentar libertar-se do muco e da infecção.
A maioria das crianças com bronquiolite apenas adoece ligeiramente com tosse ou pieira, não exigindo tratamento médico especial. Normalmente, a bronquiolite viral demora cerca de 7 a 10 dias a passar. Todavia, em alguns casos, a tosse e a pieira ligeira poderão durar semanas, mesmo depois do vírus já ter desaparecido.

Tratamento da bronquiolite em casa

Algumas sugestões úteis a utilizar em casa:
  • Colocar a criança numa posição vertical ou parcialmente sentada, a fim de facilitar a respiração.
  • Incentivar a criança a beber, sobretudo líquidos transparentes como a água ou o sumo de maçã misturado com água. Se a criança não quiser beber, tente dar-lhe pequenas quantidades de líquidos com mais frequência do que é habitual.
  • Os bebés deverão continuar a ser amamentados ou a tomar o leite formulado como habitualmente.
  • Se o nariz do bebé estiver muito congestionado, as gotas de soro fisiológico poderão ajudar à sua desobstrução por algum tempo, tornando a refeição do bebé mais fácil.
  • Se o bebé não estiver a alimentar-se bem, tente dar-lhe doses mais pequenas e com mais regularidade para que ele possa ingerir alimentos e líquidos em quantidade suficiente.
  • Não fumar dentro de casa ou próximo da criança e não deixar também que outras pessoas o façam.
  • Se a criança é alérgica a animais de estimação ou a substâncias em suspensão no ar, evite ambos. Esse tipo de substâncias irrita os pulmões e contribui para agravar a bronquiolite.

A bronquiolite pode ser mais grave em algumas crianças

A bronquiolite pode ser mais grave para alguns bebés e crianças, como por exemplo:
  • bebés com menos de 3 meses
  • crianças que vivem em lares onde há fumadores
  • crianças asmáticas ou com outros problemas pulmonares crónicos
  • crianças que nasceram de partos prematuros
  • crianças com determinados tipos de doenças cardíacas congénitas
  • crianças com problemas no sistema imunitário
Em casos graves, a criança com bronquiolite poderá precisar de ir para o hospital.

As crianças com dificuldade respiratória deverão ser levadas ao hospital

Se observar na criança algum dos sinais abaixo indicados, leve-a ao serviço de urgência mais próximo:
  • A respiração da criança é muito rápida.
  • A criança tem dificuldade em respirar. Procure ver se ela apresenta contracções no peito ou no pescoço e alargamento das narinas. Estes sinais serão mais graves se a criança também tiver pieira.
  • A pele da criança está azulada ou mais pálida do que é habitual.
  • A criança está desidratada, o que significa que o seu organismo não tem fluidos em quantidade suficiente para poder funcionar correctamente. Isto poderá acontecer quando a criança não está a beber o suficiente. A criança poderá estar desidratada se os seus olhos aparentarem estar secos ou fundos ou se urinar com menos frequência.
  • A criança está mais sonolenta do que habitualmente e não quer brincar.
  • A criança está muito rabugenta ou agitada e não se consegue reconfortar.
  • O bebé não consegue comer nem beber.

Tratamento hospitalar para a bronquiolite

Tente manter-se calmo. Uma vez no hospital, a criança estará num novo local que poderá ser um pouco assustador. Com carinho, os pais poderão ajudar a confortar e a acalmar a criança.
O tratamento destina-se principalmente a ajudar a criança a respirar:
  • Médicos, enfermeiras e outros profissionais do sector da saúde auscultarão frequentemente o peito da criança com o estetoscópio. Os sons que ouvirem irão indicar-lhes se a criança está a respirar suficientemente bem.
  • A criança poderá precisar de oxigénio complementar para respirar, a fim de se garantir a entrada de oxigénio no sangue em quantidade suficiente.
  • Para ajudar a criança a respirar, o médico poderá receitar medicamentos como o salbutamol (Ventolin), o brometo de ipratrópio (Atrovent) e a epinefrina. Por vezes, quando inalados, estes medicamentos ajudam a abrir as vias respiratórias da criança e, por conseguinte, possibilita a entrada e a saída de mais ar dos pulmões. Se este tratamento ajudar a criança a respirar com mais facilidade, o médico poderá prescrever um medicamento semelhante para tomar em casa.
  • Em alguns casos, o médico poderá também receitar outro medicamento chamado dexametasona.

Os vírus que causam a bronquiolite são transmitidos através da tosse, do espirro e do tacto.

Os vírus que causam a bronquiolite são transmitidos através de minúsculas gotículas provenientes do nariz e da boca de alguém infectado, quando a pessoa tosse ou espirra. Podem igualmente ser transmitidos quando uma pessoa infectada toca em algum objecto (um brinquedo, por exemplo) que venha a ser manuseado mais tarde por outra pessoa. Quando as crianças tocam no nariz, olhos e boca podem ficar infectadas pelo vírus. A partilha de brinquedos e as brincadeiras junto de outras crianças aumenta a possibilidade de contágio.

Prevenção da bronquiolite

A bronquiolite viral é muito frequente e contagiosa, embora haja diversas formas de os pais diminuírem o risco da criança vir a apanhá-la.
  • Uma boa lavagem das mãos é a forma mais eficaz de reduzir o contágio da infecção.
  • Tentar afastar-se de pessoas infectadas, sobretudo se a criança tiver menos de três meses de idade.
  • Muitas vezes, as crianças jovens introduzem brinquedos na boca. Se os brinquedos forem partilhados por outras crianças, lave-os frequentemente.
  • Ensine as crianças a evitar a transmissão dos micróbios aprendendo a espirrar ou a tossir para o interior da manga ou do cotovelo. Se houver lenços de papel, as crianças poderão usá-los, colocá-los no lixo e, depois, lavar as mãos.
  • Se a criança frequenta a creche ou a escola, explique à assistente quais os sinais da doença que a criança apresenta.
  • Se puder, mantenha a criança em casa até a respiração melhorar.

Pontos principais

  • A bronquiolite é uma infecção viral frequente nos pulmões.
  • As crianças com bronquiolite poderão ter problemas respiratórios.
  • Se a criança tiver dificuldade em respirar ou parecer estar muito doente, leve-a ao hospital mais próximo.
  • Uma boa lavagem das mãos reduzirá o contágio da infecção.
Katrina Newton, RN
Katherine Nash, RN
Colleen Wilkinson, RN, MS
Bruce Minnes, MD, FRCPC, FAAP(PEM)
Bill Mounstephen, MD, FRCPC
Janine Flanagan, MD, FRCPC
9/29/2009 
Fonte:  http://www.aboutkidshealth.ca/En/HealthAZ/Multilingual/PT/Pages/Bronchiolitis.aspx

ARTIGO 2:

BRONQUIOLITE


O que é?

A bronquiolite é uma doença que se caracteriza por uma inflamação nos bronquíolos e que, geralmente, é causada por uma infecção viral.

O ar entra pelo nariz, vai para a nasofaringe, chega até a laringe (cordas vocais) e, já no pescoço, desce por um tubo que se chama traquéia. Dentro do tórax, a traquéia divide-se em dois tubos chamados brônquios - um vai para o pulmão direito e outro para o esquerdo. Cada brônquio, no trajeto dentro do pulmão, vai se ramificando e tornando-se cada vez mais estreito. A estes tubos de ar, diminutos, que espalham o ar nos pulmões chamamos de bronquíolos.

Na bronquiolite, após ocorrer o dano nos bronquíolos, um processo de cicatrização começa a ocorrer.

O processo de reparo do dano pode ter um curso muito variável, podendo levar ao estreitamento ou distorção das vias aéreas (bronquíolos). Os alvéolos, que estão em situação adjacente aos bronquíolos são quase sempre afetados. Eles são responsáveis pela troca dos gases - entra o oxigênio e sai o gás carbônico. 

Existem várias causas para a bronquiolite. Dentre elas, estão:  
danos pela inalação de poeiras,
fogo,
gases tóxicos,
cocaína,
tabagismo,
reações induzidas por medicações,
infecções respiratórias.
Com certeza, a bronquiolite após infecções respiratórias é a situação mais freqüente e predomina nas crianças pequenas. Normalmente, afeta crianças de até dois anos de idade, sendo que a maioria dos casos ocorre entre 3 e 6 meses de idade.
O vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal microorganismo envolvido nesta doença. Ele pode causar infecções pulmonares também em adultos saudáveis. Estas infecções costumam ser leves, mas, em crianças ou pessoas com fraqueza do sistema de defesa do organismo, podem ser graves.Contudo, a taxa de mortalidade desta doença diminuiu significativamente na última década.
Dentre outros vírus que podem causar bronquiolite estão o parainfluenza, o influenza e o adenovírus.

Como se desenvolve?
O vírus sincicial respiratório (VSR) pode causar infecção no nariz, garganta, traquéia, bronquíolos e pulmões.
A infecção pelo VSR, tipicamente, causa sintomas leves como os da gripe em adultos e crianças maiores. Já nas crianças com menos de um ano, o VSR pode causar pneumonia ou uma infecção freqüente na infância: a bronquiolite.
O vírus sincicial respiratório é muito contagioso e se dissemina de pessoa a pessoa, por meio do contato das secreções contaminadas do doente com os olhos, nariz ou boca do indivíduo sadio. O doente, ao levar sua mão à boca, nariz ou olhos, acaba contaminando as suas mãos e, ao tocar em outras pessoas, a doença se espalha.
O indivíduo sadio também pode se infectar ao respirar num ambiente onde um doente, ao tossir, falar ou espirrar, deixou gotículas contaminadas com o vírus dispersos no ar.
A bronquiolite é uma doença sazonal – é mais freqüente nos meses de outono e inverno.
Dentre os fatores de risco para o desenvolvimento da doença, citamos:
 
ter menos que 6 meses de idade
exposição à fumaça do cigarro
viver em ambientes com muitas pessoas
prematuridade – nascimento antes de completar 37 semanas de gestação
criança que não mamou no peito
O que se sente?
Os sintomas mais comuns da doença são:
 
tosse intensa;
febre baixa;
dificuldade para respirar - incluindo chiado no peito (sibilância), movimentos respiratórios rápidos ou, até mesmo, apnéia (parada respiratória prolongada entre os movimentos respiratórios);
vômitos (nas crianças pequenas);
irritabilidade;
diminuição do apetite;
cianose - é a coloração azulada da pele que costuma aparecer em torno da boca e na ponta dos dedos, quando a dificuldade respiratória é grave;
dor de ouvido (nas crianças)
olhos avermelhados por uma inflamação conhecida como conjuntivite;
batimento de asas do nariz – movimento das narinas (abrindo e fechando) que ocorre em situações de dificuldade respiratória na criança pequena.
Como o médico faz o diagnóstico?
O diagnóstico é feito através do exame do paciente, dos sintomas referidos por ele ou pelos seus pais. A radiografia do tórax poderá ajudar a firmar o diagnóstico ou descartar outros. Existe um exame da secreção do nariz ou dos pulmões que pode confirmar a presença do vírus sincicial respiratório.

Como se trata?
Adultos e crianças grandes com infecção pelo VSR geralmente não precisam de tratamento.
Medicações para alívio dos sintomas podem ser utilizadas. Contudo, nenhuma medicação tem se mostrado realmente eficaz para mudar a evolução de uma bronquiolite por VSR.
Crianças pequenas podem necessitar de internação em hospital para tratamento e acompanhamento do curso da doença. O tratamento é de suporte, utilizando oxigênio. Há a possibilidade de se usar a adrenalina por inalação com bons resultados. Broncodilatadores (que podem facilitar a entrada e a saída do ar dos pulmões) e corticóides (potentes anti-inflamatórios) podem ser usados na tentativa de melhorar a situação. Todavia, vários estudos não demonstraram benefício nesta situação. Casos graves em crianças pequenas podem evoluir para insuficiência respiratória e requerer ventilação mecânica, onde um aparelho ajuda a manter a respiração da criança
Em casos graves, estas crianças poderão receber também um medicamento que combate o vírus: a ribavarina. Esta medicação não é usada como rotina no tratamento, somente em casos especiais, solicitada pelo médico. Se usada precocemente no curso da doença, os sintomas podem desaparecer dentro de uma semana e a dificuldade na respiração melhora em torno do terceiro dia.
Normalmente, os sintomas da doença desaparecem dentro de uma semana e a dificuldade na respiração melhora em torno do terceiro dia.
Contudo, um grande número de crianças, depois de uma provável crise de bronquiolite por VSR, continuam com chiado no peito intermitente assim como ocorre na asma. Esta é chamada de sibilância recorrente pós-bronquiolite. É uma situação problemática que necessita do manejo criterioso do seu médico.

Como se previne?
Evitar contato com as pessoas doentes poderá prevenir alguns casos, já que sabemos que a infecção por este vírus, algumas vezes, ocorre de forma epidêmica em comunidades.
A lavagem freqüente das mãos também ajuda a prevenir novos casos da doença.
As crianças que freqüentam creches enfrentam um risco maior devido ao contato com outras crianças infectadas.
A maioria dos casos de infecção pelo VSR não tem como ser prevenida. Até o momento, não existem vacinas disponíveis. Contudo, existem medicações – como a imunoglobulina anti-VSR - que podem ser utilizadas naquelas crianças com grande risco de desenvolver tal doença. Informe-se com seu médico se sua criança poderá se beneficiar com o uso de tais medicações.
Perguntas que você poderá fazer ao seu médico sobre a bronquiolite
Deve ser utilizada a nebulização com broncodilatadores nos casos de sibilância persistente depois de uma bronquiolite viral?
Pode ser feita uma tentativa com medicações anti-asma nos casos de sibilância pós-bronquiolite?
O corticóide utilizado por nebulização poderá afetar no crescimento da criança?
Quais as chances desta sibilância depois de uma bronquiolite se resolver sem problemas?
Quais os melhores espaçadores para usarmos nas crianças pequenas?
Que exames complementares podem ser utilizados para uma melhor avaliação nos casos de sibilância pós-bronquiolite?

Leia Mais: BRONQUIOLITE - ABC da Saúde http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?50#ixzz2Znl6q9Rm
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Fonte: http://www.abcdasaude.com.br


ARTIGO 3:

CIENTISTAS CONSEGUEM SILENCIAR CROMOSSOMO CAUSADOR DA SÍNDROME DE DOWN

Estudo inédito pode, a longo prazo, ser chave para a cura da condição, causada pelo terceiro cromossomo 21.







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Bebê com síndrome de Down: técnica é promissora mas não curaria pessoas com a síndrome, apenas embriões

Uma pesquisa inédita feita na Universidade de Massachussets, nos Estados Unidos, conseguiu inativar o cromossomo causador da Síndrome de Down, em um trabalho feito com células-tronco retiradas da pele de uma garota portadora da síndrome.
No Brasil, a cada 800 nascimentos, uma criança tem Down, síndrome que é causada por uma cópia a mais do cromossomo 21. Na pesquisa liderada por Jeanne Lawrence, esse cromossomo foi isolado e inativado, representando um grande avanço para o desenvolvimento de técnicas de erradicação da síndrome, ainda que a longo prazo. O estudo foi publicado na edição desta semana do periódico científico Nature .
“A pesquisa ainda está em células-tronco. Ainda vai levar no mínimo 10 anos para começarmos a tentar aplicar a técnica em humanos, embora esse prazo seja uma mera suposição. Não é bom criar expectativas que a cura virá em breve, porque não é assim. Requer ainda muita pesquisa”, explica o geneticista brasileiro Salmo Raskin, presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica, que elogiou a metodologia usada.






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Cariótipo de uma paciente com síndrome de Down, que mostra os três cromossomos 21

“Trabalho há 23 anos com genética médica, e eu não vi, em nenhum momento, algo do gênero. Desde 1959, quando foi descoberto que o Down era causado pelo terceiro cromossomo 21, nunca tinha visto um avanço substancial no tratamento”, conta.
Leia também: exames de DNA podem identificar milhares de doenças
Entenda o que foi feito
As mulheres têm dois cromossomos X, porém um deles é inativado durante o período embrionário. Quem inativa o cromossomo é o chamado gene Xist, que está presente naturalmente dentro do X. E foi esse gene, já conhecido por ser o silenciador do cromossomo X, que foi usado pelos pesquisadores na inativação do terceiro cromossomo 21, causador da síndrome de Down.
“Eles pegaram o Xist e colocaram dentro do cromossomo 21, em uma célula que tinha 3 cromossomos. O Xist inativou o terceiro cromossomo, fazendo que só dois permanecessem funcionando. O Xist fez o mesmo papel que faz com o X na fase embrionária da mulher, só que no cromossomo 21 - e em células-tronco”, explica o geneticista.
Ele explica também que o gene Xist é introduzido na célula trissômica (célula com 3 cromossomos 21) por meio de uma enzima.
“Essa enzima quebra um pedaço do cromossomo e permite que possamos inserir um pedaço de outro gene ou cromossomo ali dentro. Antes que a natureza faça um reparo, uma cicatriz, o gene Xist é introduzido”, detalha Raskin.
Uma informação importante, porém, é que a inativação foi feita permanentemente – o estudo provou, por meio de diferentes métodos, que o gene não voltou a ser ativado naturalmente.
“O cromossomo 21 tem cerca de 250 genes. Cada gene produz uma ou mais proteínas. Nas células que têm três cromossomos 21, existe uma dose tripla dessas proteínas. O artigo provou que, depois que o terceiro cromossomo 21 foi inativado, a produção de proteínas não foi mais tripla, e sim dupla. Ele praticamente curou o problema da Síndrome de Down na célula”, explica o geneticista.
Aplicações futuras
Existe uma boa chance que, a longo prazo, a técnica possa ser usada em embriões.
“Tomando as limitações, porque uma pesquisa demora bastante para ser prática, o trabalho é fenomenal”, diz o Raskin. “O estudo ainda requer muita pesquisa, como descobrir se a inserção de material genético nas células humanas não vá causar algum outro problema”.
Ele prevê que, a longo prazo, quando a pesquisa for aplicada em humanos, ela será feita em embriões.
“Depois que o bebê nasceu, será difícil aplicar a técnica em bilhões de células”, explica, dizendo que, quando a técnica for desenvolvida, ela será útil para outras síndromes trissômicas, em que há a triplicidade de outros cromossomos, já que a pesquisa mostrou que o Xist pode desativar qualquer um deles. As síndromes trissômicas mais conhecidas além da de Down são a de Edward, Patau e Warkany.
Outro avanço citado por Raskin foi a possibilidade de entender melhor por que acontece a Síndrome de Down.
“Sabemos que são porque pessoas têm três cromossomos 21. Mas e então, por que ter uma dose tripla do 21 leva a esses conjuntos de sinais? Isso é algo difícil de dizer ainda, e agora podemos fazer milhares de experimentos nas células”, explica o especialista.
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Diagnóstico da Síndrome de Down
Existe um procedimento chamado Diagnóstico Genético Pré-implantação (PGD). Ele é feito para casais em que a mãe estão acima de 40 anos de idade, por exemplo.
“A partir desta idade há um risco um pouco mais alto de ter um filho com Síndrome de Down”, explica Raskin.
O procedimento consiste em uma fertilização in vitro , produzindo vários embriões.
“Faz-se um teste genético em cada embrião, para ver se cada embrião tem dois ou três cromossomos 21. No caso, obviamente, escolhe-se e implanta-se aquele (ou aqueles) que tiverem dois cromossomos 21”, explica o geneticista.
“Às vezes, porém, os poucos embriões que são fecundados têm três cromossomos 21. Seria então, em tese, uma oportunidade para silenciar o terceiro cromossomo 21 do embrião”, complementa Raskin.
Leia também: terapia genética para prevenir a síndrome e ajudar quem tem Down
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Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2013-07-17/cientista-consegue-silenciar-cromossomo-causador-da-sindrome-de-down.htm

Leiam também: 

ARTIGO 4:

NOVO TRATAMENTO PARA SÍNDROME DE DOWN AINDA É FUTURO DISTANTE, DIZEM MÉDICOS.

Lilian Ferreira




 
Cientistas conseguiram, em laboratório, fazer com que o cromossomo 21 extra, que provoca a síndrome de Down, não se expressasse -- com isso, os sintomas da síndrome, como o comprometimento cognitivo, poderiam ser evitados. O estudo, publicado na revista Nature, pode levar a novos tratamentos cromossômicos no futuro Leia mais Superstock/Alamy/Nature
Apesar de receber com entusiasmo a pesquisa que conseguiu "desativar" a região do cromossomo extra da síndrome de Down que causa sintomas, a comunidade médica ainda é cautelosa e destaca que o estudo foi feito apenas com células in vitro em laboratório. Não se sabe se a técnica poderá ser aplicada em humanos ou quanto tempo isto demoraria.
Para o geneticista especializado na síndrome, Zan Mustacchi, a pesquisa está no caminho certo, mas ainda está longe de ser um tratamento. Perguntado em quanto tempo um novo tratamento seria viável, o médico respondeu: "Eu tenho 65 anos e espero ver isso".
No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, a cada 600 a 800 nascimentos, uma criança tem síndrome de Down, independentemente de etnia, gênero ou classe social.
A descoberta fornece a primeira evidência de que o defeito genético, um cromossomo 21 extra, além dos dois que todos nós carregamos, pode ser suprimido em células em cultura in vitro. Os humanos possuem 23 pares de cromossomos, sendo um deles o responsável pelo sexo.

Caminho para tratamento

Mustacchi explica que Jérôme Lejeune, que descobriu que a síndrome era causada pela trissomia do cromossomo 21 em 1959, já indicava que  a inibição do cromossomo X em mulheres era um caminho para o tratamento da falha genética. Na pesquisa desenvolvida pela Universidade de Massachussetts, nos EUA, os pesquisadores usaram um gene presente no cromossomo X para inibir a área ativa do cromossomo 21 que causa os sintomas da síndrome de Down, como a demência e problemas de formação.
"A mulher tem dois cromossomos X, um veio do pai e outro da mãe. Mas para não expressar duas vezes os mesmos genes, ora um deles é inibido, ora outro. A gente não sabe como e nem qual será silenciado. Não sabe como o corpo escolhe qual ligar e desligar. Os dois estão ativados e desativados, dependendo do lugar. Enquanto um [cromossomo X] está ativado no cérebro, o outro está no fígado", diz.
Assim, o geneticista destaca que não há conhecimento científico suficiente para saber qual dos cromossomos 21 desativar. "Em 80% dos casos, quem tem síndrome de Down recebeu dois cromossomos da mãe e um do pai. Mas os dois cromossomos da mãe vieram da mãe e do pai dela. Aí na hora de desativar um, qual seria?", indaga. Mustacchi alerta que esta é uma questão não respondida pelo estudo.
O médico também explica que só uma área específica do cromossomo é que causa a síndrome, a chamada área crítica. No cromossomo 21, o menor de todos, essa área fica na parte inferior da perna mais longa. Então, é preciso saber qual cromossomo, qual área dele e em que parte do corpo desligar.
  • UFCSPA Quem tem síndrome de Down tem 3 cromossomos 21, os menores dos 23 cromossomos
"Estamos em passos corretos, no domínio molecular da genética do Down. Isso é muito bonito, mas não pode ser traduzido como os leigos estão traduzindo como se agora fosse possível desligar o cromossomo da síndrome em pessoas", ressalta.

Terapia genética

Para que este tratamento pudesse ser aplicado em todas as células de uma pessoa seria preciso entender como desativar apenas a região correta e do corpo todo ou de quais partes desligar, o que os cientistas ainda não sabem. "Precisamos saber como o corpo entende essa informação "nova" na informação genética. O sistema de regulação é múltiplo e ainda não o dominamos. Apenas no começo do século 21 que viemos com a ideia de silenciar genes como solução".
Os exames que detectam a síndrome hoje em dia são feitos na 11 semana de gestação, quando o feto já tem cerca de 4 centímetros, e o corpo todo formado. Portanto, para ele, este estudo abre perspectivas para mais campos de pesquisa nos mecanismos reguladores de genes que inibem áreas cromossômicas previamente marcadas.
Carol Boys, executiva-chefe da Down's Syndrome – uma ONG britânica que divulga informações sobre a síndrome e fornece apoio aos portadores –, acredita que as descobertas podem ter implicações significativas para futuras pesquisas, mas que ainda estamos longe de entender como essa pesquisa pode se traduzir em aplicações clínicas, segundo a BBC.
Para Lucy Raymond, do departamento de medicina genética da Universidade de Cambridge (Grã-Bretanha), o estudo americano ocasionou importantes descobertas, mas ainda é cedo para falar em desdobramentos concretos. "É um avanço animador, mas esse processo ainda está em um estágio (celular) preliminar e não estamos perto de ver o procedimento ser usado para tratar a síndrome de Down", disse à BBC.
Já ao Guardian, Jeanne Lawrence, que liderou a equipe da pesquisa, disse que a terapia cromossômica, se for possível, será realizada a longo prazo, em pelo menos 10 anos. "Não quero que as pessoas criem esperança com isso", disse.
Sua equipe começou a estudar a técnica em embriões de ratos gerados in vitro. "Isto poderia recuperar ratos, mas não é muito viável para humanos", acrescenta.

Fonte:http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2013/07/18/novo-tratamento-para-sindrome-de-down-ainda-e-futuro-distante-dizem-medicos.htm


ARTIGO 5:

OPINIÃO DO PROF. DR. ZAN MUSTACCHI SOBRE AS PERSPECTIVAS DAS NOVAS DESCOBERTAS CIENTÍFICAS DO "TRATAMENTO" DA SÍNDROME DE DOWN. 

Para diminuir ansiedades e estimular a felicidade devo resumir os últimos fatos científicos em relação ao evento da pesquisa do silenciamento de parte do cromossomo 21. Na década de 80 portanto não tão inovador a ideia o professor Le Jeune e eu discutimos questões de "tratamento" e ele lembrou de que em todas as mulheres o corpo humano "inibe" a atuação de um dos seus cromossomos X ficando portanto em atividade somente um deles e então a pergunta e a afirmação concluiu que: Se entendesse-mos como o corpo determina a inibição de um dos X das mulher de forma aleatória poderíamos programar um "esquema" similar traduzido para o cromossomo 21 então inibindo o 21 extra da síndrome de Down. A nova publicação que de fato tem grande mérito conseguiu demonstrar a possibilidade de configurar esta realização e de forma mais especial, usando conhecimentos muito mais recentes que caracterizam que a síndrome de Down está correlacionada com um segmento do cromossomo 21 chamado de "área crítica" a qual foi justamente "silenciada" e consequentemente reportando-se a ideia de que estamos no caminho certo da chamada "cura". Mas o bom senso me obriga a lembrar a todos nós que este é o primeiro passo pois foi realizado em uma célula em meio de cultura no laboratório e é importante lembrar que todos nós temos dois cromossomos 21, um que veio do pai (azul - A) e outro que veio da mãe (rosa - R) e a pessoa com síndrome de Down sabidamente tem um "A" um "R" e mais um cromossomo 21 que pode ser tanto "A" quanto "R" mas sabemos em 80% dos casos é de origem materna portanto vamos chama-lo de "R". Entendam que ao definirmos uma determinação de silenciar um segmento desse cromossomo deveremos potencialmente de terminar qual será o cromossomo a ser silenciado mesmo porque se silenciarmos dois cromossomos da trissomia a vida da célula passa a ser inviavel isso significa ninguém vive com um único cromossomo 21, precisamos de no mínimo dois e além disso é preciso considerar que todos nós recemos nossos cromossomos de nossos pais que também tem um par de cromossomos sendo um azul e outro rosa que receram dos seus próprios pais e pergunto: Quem garante que os meus dois cromossomos 21 que recebi dos meus pais são os que eles receberam de seu pai ou de sua mãe isso significa portanto que o pai pode ter dois cromossomos cor de rosas ou a mãe dois cromossomos azuis de número 21 ou qualquer arranjo desse processo que deve estender-se inclusive a heranças anteriores (avós e bisavós) consequentemente quando nós conseguirmos silenciar o cromossomo 21 identificando-o de forma muito objetiva e específica determinando que somente um dos cromossomos e aquele identificado como realmente em excesso seja silenciado será o próximo passo a ser comemorado o qual deverá ser aplicado a modelos animais que hoje temos como modelos trangênicos de um bom grupo de camundongos que nos permitirão bloquear justamente a sequencia chamada "Sequencia crítica" também determinado no cromossomo 16 dos camundongos que tem a sequencia genica similar (homologa neste cromossomo) ao cromossomo 21 humano para depois pensarmos em proceder esta sequencia de eventos no ser humano que oxalá eu esteja vivo para ver.
Abraços, Zan.
Fonte:https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=306160902853911&id=279024762234192


PARA APROFUNDAR MAIS AINDA NO ASSUNTO:

VÍDEO MUITO ESPECIAL:

4 comentários:

Mirian disse...

Parabens, lindo video, me emocionei, relembrei parte da minha história, pq tbm tenho uma filha com SD, hoje com 30 anos, Deus abençoe asse família linda, e pela alegria q Pietro e toda
familia demonstra não tenho a menor dúvida da felicidade de todos.
DEUS OS ABENÇOE.

Alessandro Carvalho - Fisioterapeuta disse...

Olá Mirian.
Obrigado pelas lindas palavras!
O meu objetivo como pai de uma divindade como está, é chegar 30 anos depois e olhar para traz e ver que toda a confiança que Deus depositou em minha família, que nós possamos conseguir devolve-la através de um espetacular ser humano, onde um dia algumas pessoas duvidaram e hoje respeitam e tem orgulho de tê-la ao seu lado. Você, imagino eu, deve ter passado, desbravado, conquistado, lutado por um espaço, uma chance para sua filha em um período que era muito mais difícil (segundo as minhas pesquisas) conseguir direitos, educação, saúde e dentre outras atividades e necessidades. Portanto, se sua filha tem 30 anos e possui uma mãe que, tenho certeza, fala com muito amor sobre esse anjo, então é a você que eu agradeço, por que estou no caminho certo e daqui a trinta anos direi para outro pai que ele me emocionou com algum momento dele com o filho(a), em uma foto, vídeo ou relato em algum blog, site, etc. Parabéns para você Mirian por ser mãe de um querubim abençoado por Deus e hoje O alegra com sua dedicação, luta e principalmente AMOR por sua filha. Esse vídeo na verdade realizei não só para comemorar o primeiro aninho do meu querubim, mas para todos os pais e principalmente mãe, que possuem uma criança que necessita de muito AMOR e principalmente a verdadeira atenção e dedicação que um pai tem que oferecer ao seu filho. Eu estou no processo de aprendizagem, onde você hoje é uma professora.
Novamente, mesmo sem te conhecer, mas vindas de você (mãe especial), obrigado pelas lindas palavras!
Um forte abraço de um pai especial!
Obs.: Fique totalmente a vontade, o blog é nosso!

Anônimo disse...

Alessandro, de tão emocionada que ficou, minha irmã, Mirian pensou: "nossa!Tenho q compartilhar isso com alguém!" e por isso estou eu aqui, tb, muito emocionada e agradecida a Deus por saber que ainda existem pessoas lindas neste mundo tenebroso em que vivemos. Parabéns pelo seu querubim, pela família linda q vc construiu com muito amor e dedicação junto com sua esposa e obrigada por compartilhar sua história que, tenho certeza, ainda vai emocionar muita gente que certamente pode estar precisando deste apoio. Você está no caminho certo! Quanto à minha sobrinha, Letícia, é um exemplo de superação, linda, meiga, super fashion rsrs que encanta a todos nós que, como sua família, tb teve este privilégio de ter um querubim por perto. Deus os abençoe ricamente!

wilma santos disse...

Desculpe, meu nome é Wilma, tá? (cliquei errado rsrs)